Putin anuncia intensificação de bombardeios na Síria por atentado a avião

  • Por EFE
  • 17/11/2015 08h40
EFE/ALEXANDER ZEMLIANICHENKO Presidente da Rússia Vladimir Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira que seu país intensificará seus bombardeios na Síria contra o Estado Islâmico após saber que o acidente do Airbus russo no Egito foi causado por um atentado terrorista.

“O trabalho de nossa aviação de guerra na Síria não só deve continuar. Deve se intensificar de tal modo que os criminosos entendam que a vingança é inevitável”, disse Putin, em reunião dedicada a informar sobre os resultados da investigação do acidente.

Pouco antes, o chefe dos serviços de segurança reconheceu que o avião russo que caiu no Egito com 224 pessoas a bordo explodiu devido a uma bomba colocada por terroristas.

“No voo explodiu um bomba caseira de potência equivalente a 1,5 quilogramas de TNT. Como resultado, o avião se desintegrou no ar, o que explica o fato de as peças da fuselagem estarem amplamente espahadas”, informou o chefe do Serviço Federal de Informação (FSB, antigo KGB), Alexander Bortnikov.

“Posso dizer que foi um atentado terrorista”, considerou Bortnikov, em reunião do Conselho de Segurança nacional com Putin, que teve trechos transmitidos pela televisão estatal.

O chefe do Kremlin garantiu que a Rússia encontrará e punirá os culpados do atentado, ocorrido no dia 31 de outubro sobre o Sinai egípcio.

“Vamos buscá-los onde estiverem e os encontraremos em qualquer canto do mundo. O assassinato de nossa gente no Sinai é um dos crimes mais sangrentos por número de vítimas. Isso ficará para sempre conosco, mas não nos impedirá encontrar e punir os culpados”, alertou.

O presidente russo advertiu possíveis cúmplices dos autores do atentado que o peso da lei também cairá sobre eles.

“Todos aqueles que tentarem ajudar os criminosos devem saber que as consequências cairão totalmente sobre eles. Peço a nossos serviços especiais que se concentrem neste trabalho”, afirmou o líder russo.

Em comunicado, o FSB anunciou que oferece US$ 50 milhões de recompensa a quem puder oferecer informação sobre os autores do atentado.

O avião da companhia MetroJet caiu 23 minutos após decolar da cidade egípcia de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, o que causou a morte de todos que estavam a bordo.

Desde o início, os serviços de segurança do Reino Unido e dos EUA suspeitaram que se tratasse de um atentado. A Rússia só aceitou a hipótese hoje, embora tenha suspendido todos os voos ao Egito poucos dias depois da catástrofe.