Pyongyang levanta suspeitas por uso de material importado em estação de esqui

  • Por Agencia EFE
  • 03/01/2014 04h19

A Coreia do Norte está utilizando equipamentos de fabricação estrangeira em sua nova estação de esqui, de acordo com algumas imagens divulgadas pela agência estatal “KCNA”, o que demonstra que o país poderia ter burlado as sanções comerciais impostas pela ONU.

As imagens divulgadas pela “KCNA” mostram um snowmobile do modelo “Ski-Doo”, fabricado pela empresa canadense BRP, um produto de luxo cuja venda para a Coreia do Norte está proibida, em tese, pela resolução ditada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o país em março do ano passado.

O site “NK News”, especializado na Coreia do Norte e que repercutiu nesta sexta-feira este fato, também detectou nas fotografias da agência norte-coreana que os canhões de neve foram fabricados pela empresa sueca Areco e que as máquinas limpadoras de neve eram de marcas alemãs e italianas.

O Conselho de Segurança da ONU endureceu as sanções sobre a Coreia do Norte, que incluíram a proibição internacional da venda de produtos de luxo para o regime de Kim Jong-un, depois que o país realizou seu terceiro teste nuclear em fevereiro de 2013.

Pyongyang anunciou a inauguração de seu novo resort de esqui no dia 1º de janeiro. A estação conta com 10 pistas, segundo a “KCNA”, e seus equipamentos correspondentes, além de outras instalações como lojas e restaurantes.

A primeira estação de esqui norte-coreana é considerada como um projeto pessoal de Kim Jong-un, que tem aproximadamente 30 anos de idade e estudou durante vários anos na Suíça. Alguns especialistas consideram o atual líder norte-coreano como um amante do esporte invernal.

O governo da Coreia do Norte considera o turismo como uma grande fonte de receitas, segundo analistas, e por isso pretende elevar o número de visitantes com o novo complexo esportivo durante o longo inverno do país.

A estação de esqui também recebeu críticas daqueles que consideram que o regime gastou muito dinheiro em um projeto supérfluo, um valor que poderia ter sido investido no combate às frequentes crises de fome sofridas pela população, especialmente no meio rural.