Rajoy anuncia mudanças no governo e afirma que não antecipará eleições
Bruxelas, 10 jun (EFE).- O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou nesta quarta-feira que as mudanças que prepara no Executivo e no Partido Popular (PP) começarão a ser postas em prática ainda neste mês e que não irá antecipar as eleições gerais.
Rajoy fez essas declarações aos jornalistas em Bruxelas (Bélgica) antes de participar da I Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e União Europeia.
“Terei que tomar algumas decisões. Será antes do fim deste mês”, respondeu ao ser perguntado sobre o momento exato em que comunicará às remodelações que está estudando, mas sem querer especificar a semana.
Algumas mudanças envolvem o interesse geral, para aproveitar as possibilidades de recuperação econômica e a criação de emprego.
Rajoy lembrou que tem dois cargos, um como presidente do Governo e outro como presidente do Partido Popular, e nesta segunda condição disse que seu objetivo é ganhar as próximas eleições gerais. Em consequência, deseja ter a confiança do maior número possível de espanhóis e, para isso, reconheceu que há pontos com a necessidade de melhora.
Ele afirmou que o governo se dedicou principalmente a salvar o país da quebra, mas “há mais coisas” e muita gente que votou no PP não manteve esta posição nas últimas eleições locais e autônomas, realizadas em maio, e, por isso, é preciso trabalhar para voltar a ter respaldo.
Rajoy não deu pistas sobre as mudanças previstas e disse que, como presidente, tem apenas duas competências exclusivas, nomear ministros e decidir a data da convocação das eleições. Sobre o último, garantiu que ainda não decidiu quando será, mas afirmou que o necessário é “aproveitar o momento agora que isto está melhorando”.
“Ainda tem muita legislatura para continuar fazendo coisas e aproveitar que as medidas adotadas começam a dar frutos”, acrescentou.
Segundo ele só faz sentido antecipar as eleições quando há questões técnicas ou quando não se pode governar porque se carece de apoio suficiente. EFE
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