Rajoy defende respeito a direitos humanos na América Latina e na UE

  • Por Agencia EFE
  • 10/06/2015 16h45

Bruxelas, 10 jun (EFE).- O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, defendeu nesta quarta-feira na cúpula UE-CELAC, e diante do vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, “o respeito aos indivíduos, aos direitos humanos, aos sistemas democráticos e à economia de mercado” tanto na América Latina como na União Europeia.

Rajoy apelou ao respeito aos direitos humanos em seu discurso na primeira jornada desta reunião, realizada em Bruxelas e que reúne delegações de 61 países europeus, da América Latina e do Caribe.

Na sessão a portas fechadas, Rajoy, segundo informou o governo espanhol, ressaltou que nesta cúpula de Bruxelas se reúnem os países de duas regiões do mundo que mais valores compartilham e que são “independentes de conjunturas políticas”.

Nesse contexto, ressaltou que as sociedades destas comunidades se fundamentam em princípios como o respeito aos direitos humanos e à democracia.

Foi uma reflexão genérica, sem citar expressamente a Venezuela, cuja delegação está liderada na cúpula por seu vice-presidente.

Por outro lado, Rajoy citou Cuba para considerar que a atual negociação de um acordo com a União Europeia marca “um ponto de inflexão de enorme importância em um contexto de atualização das relações desse país com o mundo”.

Segundo sua opinião, a América Latina está vivendo agora momentos políticos importantes, como o processo de paz da Colômbia.

Trata-se, em sua opinião, de “uma oportunidade histórica para pôr fim a um conflito longo demais”, e que os colombianos podem contar com o apoio “firme e decidido” da UE.

O presidente do governo espanhol lembrou que são muitos os âmbitos nos quais cooperam os países da União Europeia e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), mas assegurou que ainda há margem para impulsionar essa relação e buscar áreas de maior convergência em assuntos globais.

Rajoy também defendeu a atualização e o aprofundamento dos acordos de associação com o Chile e com o México e a assinatura de um pacto com o Equador.

O líder espanhol destacou que a UE é o segundo parceiro comercial e o principal investidor estrangeiro na Celac e deve se esforçar para atrair à Europa mais investimento de seus parceiros da região e para gerar fórmulas inovadoras de cooperação que superem os enfoques tradicionais. EFE