Rebekah Brooks é absolvida e Andy Coulson condenado por escutas no R.Unido

  • Por Agencia EFE
  • 24/06/2014 09h50

Londres, 24 jun (EFE).- A ex-diretora do jornal “News of the World” Rebekah Brooks foi absolvida nesta terça-feira no caso das escutas na imprensa britânica, enquanto o ex-diretor de comunicações de David Cameron, o jornalista Andy Coulson, foi declarado culpado.

Ao final de um processo de oito meses no tribunal penal de Old Bailey (Londres), Brooks foi absolvida de todas as acusações relacionadas aos grampos, enquanto Coulson foi declarado culpado de conspirar para interceptar telefones entre 2000 e 2006.

Brooks esteve à frente da publicação entre os anos 2000 e 2003, enquanto Coulson assumiu entre 2003 e 2007, antes de começar a trabalhar para o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

O caso das escutas gerou comoção no Reino Unido ao ser revelado em 2011 o alcance das escutas ilegais do extinto “News of the World” para obter informações exclusivas.

O dono do jornal, o empresário Rupert Murdoch, decidiu em 2011 fechá-lo após o escândalo provocado por se serem reveladas as práticas dos grampos a ricos e famosos para obter informações exclusivas.

Coulson, que renunciou como diretor de comunicações de Cameron em janeiro de 2011 por causa das investigações sobre as escutas, pode enfrentar agora uma pena de prisão, sentença que será comunicada em outro momento.

A sentença foi decidida por um júri formado por oito mulheres e três homens, que avaliaram o caso durante oito dias e ao final de um longo e complexo processo legal.

O marido de Brooks, Charlie Brooks, e sua assistente pessoal, Cheryl Carter, ambos acusados em relação às escutas, foram também absolvidos da acusação de obstrução da Justiça.

Outro acusado, o diretor de segurança do “News of the World”, Mark Hanna, foi absolvido também do cargo de obstrução à Justiça, assim como o ex-diretor gerente do dominical Stuart Kuttner, sobre o qual pesava a mesma acusação.

O júri ainda precisa considerar outras acusações impostas à Coulson e ao ex-correspondente da realeza do “News of the World” Clive Goodman, relacionados com o pagamento a policiais para obter agendas de membros da família real.

O caso dos grampos veio à tona pela primeira vez em 2005, e logo começaram as primeiras investigações. EFE