Referendo na Grécia perde o sentido com fim do resgate na terça-feira, diz FMI

  • Por Reuters
  • 28/06/2015 11h29
International Monetary Fund Managing Director Christine Lagarde is kissed by Eurogroup President Jeroen Dijsselbloem at the beginning of a Eurozone finance ministers meeting in Brussels, Belgium June 27, 2015. Euro zone finance ministers meet as planned today for an emergency meeting on Greece despite Greek Prime Minister Alexis Tsipras' decision to call a referendum, an EU official said. REUTERS/Philippe WojazerPresidente do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem beija diretora do FMI Christine Lagarde em encontro em Bruxelas neste sábado

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, informou neste domingo (28) que o referendo na Grécia deixa de fazer sentido com o fim do programa de resgate, na terça-feira (30).

“Não posso falar pelo programa do FMI, porque ele continua válido, mas o resgate financeiro europeu expira em 30 de junho. Portanto, pelo menos do ponto de vista legal, o referendo terá a ver com propostas e acordos que já não são válidos. É uma questão legal”, afirmou Lagarde.

Lagarde também alertou o governo grego liderado por Alexis Tsipras de que a Grécia deixará de ter acesso a qualquer financiamento do FMI se não reembolsar o Fundo em cerca 1,6 mil milhões de euros até 18h de terça-feira em Washington, o que equivale às 23h em Lisboa.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras anunciou sexta-feira (26) a intenção de convocar um referendo para 5 de julho. Ontem (27), o Eurogrupo recusou a concessão de novo prazo para a Grécia realizar a consulta ao povo. Tsipras quer saber se o povo grego se aceita ou não as condições dos credores internacionais para um acordo com Atenas.

O primeiro-ministro assegurou que o referendo sobre o resgate será realizado e não vai “pedir autorização” aos parceiros para “dar a palavra ao povo”, prometendo continuar disposto a chegar a um acordo.

O anúncio de Alexis Tsipras foi feito no fim de um debate no parlamento com duração de 14 horas. No encerramento, foi votada a realização do referendo sobre as medidas propostas pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Da Agência Lusa // Edição: Armando de Araújo Cardoso