Refugiados continuam chegando à Hungria para seguir rumo à Europa Ocidental
Budapeste/Viena, 12 set (EFE).- As autoridades da Hungria interceptaram ontem 3.023 refugiados que entraram no país de forma ilegal, e milhares continuam neste sábado na estação de trens de Keleti, em Budapeste, à espera de composições que os levem até a fronteira com a Áustria, informou a emissora pública de televisão “M1”.
Assim como nos dias anteriores, os refugiados embarcam em trens com destino a localidades fronteiriças, como Hegyeshalom e Sopron, de onde atravessam a pé a divisa com a Áustria, para seguir em direção à Alemanha e outros países do norte da Europa.
Estima-se que cerca de mil refugiados partiram nas primeiras horas deste sábado rumo a esses países.
Ontem, por volta de 3 mil pessoas foram levadas em ônibus de Nickelsdorf, na fronteira entre Áustria e Hungria, para outras localidades austríacas, de onde seguirão viagem.
Cerca de 500 refugiados chegaram ontem a Berlim, procedentes da cidade austríaca de Salzburgo.
Durante a última noite, 460 pessoas atravessaram a pé a fronteira entre Hungria e Áustria.
Na cidade de Röszke, no sul da Hungria, centenas de refugiados continuam cruzando a divisa com a Sérvia, que depois são transferidos para centros de registro, mas a situação no local é tranquila, de acordo com o site de notícias “Origo”.
Ontem, o primeiro-ministro da Hungria, o conservador Viktor Orbán, anunciou que a partir de terça-feira, quando entram em vigor as novas leis que preveem penas de prisão pelo cruzamento ilegal da fronteira, a polícia deterá todos aqueles que entrarem de forma irregular no país.
O ministro da Defesa, István Simicskó, anunciou que durante o fim de semana 4.300 soldados serão posicionados na fronteira com a Sérvia para trabalhar na construção de uma cerca de quatro metros de altura.
Espera-se que antes do fim de setembro, o parlamento aprove uma lei que prevê a mobilização do exército para defender a fronteira.
Neste ano, as autoridades húngaras interceptaram mais de 170 mil refugiados que fogem de países em conflito, como Síria e Afeganistão, e atravessam a Hungria para chegar a países mais ricos da Europa. EFE
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