Refugiados sírios são hospedados em embarcação na ilha grega de Kos

  • Por Agencia EFE
  • 17/08/2015 10h39

Atenas, 17 ago (EFE).- Mais de mil refugiados sírios que aguardam a liberação para sair da ilha grega de Kos, no Mar Egeu, foram hospedados em uma embarcação fretada pelo governo para ajudar às autoridades municipais, que precisam lidar com incessante chegada de imigrantes ilegais.

De acordo com dados da Guarda Costeira, pelo menos 1.166 pessoas estão a bordo do “Eleftherios Venizelos”, com capacidade para até 2.500 pessoas, onde está previsto que se alojem de maneira temporária por 15 dias, quando pode ser que seja substituído por outra embarcação.

O embarque começou na madrugada de ontem com grandes medidas de segurança devido à tensão gerada pelo fato de só ser permitida a entrada de refugiados da Síria. Além deles, estão no navio membros de ONGs e policiais.

Este fato gerou conflitos entre pessoas de outras nacionalidades, principalmente do Paquistão, Afeganistão e Irã, que no sábado atiraram pedras na delegacia onde esperavam para se registrar.

O prefeito de Kos, Yorgos Kyritsis, solicitou ao ministro adjunto de Proteção Cidadã, Yanis Panousis, que o registro de todos os refugiados e imigrantes, independentemente de sua nacionalidade, fosse feito dentro do “Eleftherios Venizelos” e não na delegacia da ilha, no centro da cidade. Ele solicitou ainda que as forças especiais da polícia permaneçam em Kos até que a situação seja normalizada.

A maioria dos refugiados pretende conseguir documentos de viagem que lhes permita chegar à Grécia continental e seguir rumo aos países do centro e norte da Europa. Alguns deles devem passar antes por cidades como Atenas, onde muitas vezes enfrentam à dificuldade de encontrar um lugar para ficar.

Ontem, foi finalizada a mudança de 170 pessoas a um centro de recepção temporário construído na capital grega, depois que eles ficaram várias semanas em acampamentos improvisados no principal parque do centro de Atenas, sem as condições básicas de higiene e assistência. EFE