Reino Unido proíbe passageiros de 6 países de embarcar em voos com eletrônicos

  • Por Estadão Conteúdo
  • 21/03/2017 14h43
Imagem do Parlamento britânico e do Big Ben

O governo britânico, alegando questões de segurança, decidiu que passageiros que embarcam para o Reino Unido a partir de seis países do Oriente Médio e norte da África não poderão levar na bagagem de mão qualquer tipo de telefone, laptops ou tablets maiores do que 16 centímetros de comprimento, por 9,3 cm de largura e 1,5 cm de profundidade. Todos esses dispositivos precisarão ser colocados na bagagem de porão ainda antes de passar pela segurança. As restrições normais de bagagem de cabine continuarão a ser aplicadas, conforme divulgação oficial feita há pouco por um porta-voz do governo.

“A primeira-ministra, Theresa May, presidiu uma série de reuniões sobre a segurança da aviação nas últimas semanas, incluindo esta manhã, onde foi acordado que serão introduzidas novas medidas de segurança da aviação em todos os voos diretos de entrada para o Reino Unido provenientes dos seguintes países: Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita”, escreveu o porta-voz em nota divulgada à imprensa.

Segundo o comunicado, as companhias aéreas britânicas afetadas pela proibição são British Airways, EasyJet, Jet2.com, Monarch, Thomas Cook e Thomson. Já as estrangeiras que terão de seguir as novas regras são Turkish Airlines, Pegasus Airways, Atlas-Global Airlines, Middle East Airlines, Egyptair, Royal Jordanian, Tunis Air e Saudia. “A segurança do público viajante é a nossa maior prioridade. É por isso que mantemos a nossa segurança da aviação sob constante revisão e implementamos medidas que consideramos necessárias, eficazes e proporcionadas”, defendeu o porta-voz. 

Segundo ele, as companhias aéreas afetadas estão sendo informadas sobre os novos requisitos. “Medidas de segurança adicionais podem causar alguma interrupção para passageiros e voos, e nós compreendemos a frustração que isso causará, mas nossa prioridade máxima será sempre manter a segurança de cidadãos britânicos”, argumentou.

A nota também aconselha os viajantes a manter-se atualizados sobre as mais recentes medidas de viagem do governo e a verificarem com a companhia aérea escolhida para obter mais informações sobre restrições. “As decisões de fazer alterações no nosso regime de segurança da aviação nunca são tomadas de forma leve. Não hesitaremos em agir para manter a segurança do público viajante e trabalharemos em estreita colaboração com nossos parceiros internacionais para minimizar qualquer interrupção que essas novas medidas possam causar.”

EUA

O porta-voz disse ainda que o governo britânico tem estado em estrito contato com os americanos para entender completamente a posição dos Estados Unidos. Ontem, funcionários do governo norte-americano teriam proibido temporariamente que passageiros de algumas companhias aéreas usem determinados produtos eletrônicos em voos dentro e fora do país.

Em seu perfil no Twitter, a Royal Jordanian postou que “seguindo instruções dos departamentos americanos, informamos gentilmente aos nossos queridos passageiros que partem e que chegam dos EUA que é proibido transportar qualquer dispositivo eletrônico ou elétrico a bordo das cabines de voo”.

A mensagem no Twitter foi posteriormente excluído, mas uma fonte do Departamento de Estado disse à rede de TV americana CNN que os países afetados e as companhias aéreas estão sendo informados da proibição, que não se aplica a telefones celulares ou dispositivos móveis, mas inclui computadores pessoais, jogos eletrônicos e câmeras. Esses itens, no entanto, podem ser guardados em bagagem despachada. Funcionários do governo americano não confirmaram nem negaram a proibição temporária.