Reino Unido resiste a realizar ataques aéreos com os EUA contra o EI na Síria

  • Por Agencia EFE
  • 28/08/2014 06h42

Londres, 28 ago (EFE).- O governo britânico não tem intenção de se unir aos Estados Unidos nos ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico (EI) no norte da Síria, publicou nesta quinta-feira o “Times”.

De acordo o jornal, o presidente dos EUA, Barack Obama, quer definir se aliados como Reino Unido e Austrália aceitarão bombardear a área da Síria onde se refugiam os jihadistas após os ataques ao vizinho Iraque.

Downing Street – residência e escritório oficial do primeiro-ministro – afirmou que não foi pedido que o Reino Unido se una a esses ataques aéreos que os EUA realizam contra os extremistas.

O executivo está reticente a aumentar mais seu envolvimento na campanha. O Reino Unido apoiam Obama com aviões de guerra que realizam operações de vigilância.

O governo apontou também que este não é um assunto que esteja sendo analisando atualmente apesar de alguns veículos assinalarem que o presidente americano confia em aproveitar a Cúpula da Otan, que acontece semana que vem no País de Gales, para que alguns aliados ocidentais como o Reino Unido ou a Austrália se unam a sua campanha aérea.

“Não nos pediram que façamos ataques aéreos e isto não é algo que esteja sendo debatido atualmente”, explicou um porta-voz do governo britânico em declarações divulgadas pelo “Times”.

Esta fonte oficial acrescentou que o Reino Unido continua centrado em “apoiar o governo do Iraque e as forças curdas para que possam contra-atacar a ameaça que o EI representa, por exemplo com a visita de nosso enviado de Segurança ao Iraque esta semana e com o fornecimento de provisões às forças curdas”.

Segundo o “Times”, Obama pediu ao Pentágono que sonde os aliados para saber sua posição a respeito deste assunto.

Um político conservador cuja identidade não foi revelada disse que o primeiro-ministro do Reino Unido, “David Cameron, simplesmente não vai querer se envolver tão perto das eleições, embora seja o adequado. Os riscos são altos demais”. EFE