Renan defende urgência para projeto que aumenta pena para estupro coletivo

  • Por Estadão Conteúdo
  • 31/05/2016 17h56
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à apreciação de 24 vetos, 2 projetos de resolução e do PL (CN) 1/2016, que altera a meta fiscal de 2016. À mesa, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) conduz sessão. Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoRenan Calheiros

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu urgência para votação do projeto que aumenta a pena para casos de estupro coletivo e divulgação de estupro em redes sociais. “É uma resposta do Senado a essa coisa brutal que aconteceu no Rio de Janeiro e que agrava a pena de estupro coletivo”, disse em relação ao caso da última semana em que uma adolescente foi estuprada por um grupo de homens.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou um projeto que endurece a pena para os casos. O projeto foi aprovado nesta terça-feira, 31, na Comissão Mista de Defesa da Mulher. O objetivo de Renan é votar no plenário uma urgência para que o projeto seja apreciado ainda hoje pelo Senado e, em seguida, votar o mérito da matéria.

Nesta tarde, deputadas e senadoras fizeram protestos na porta do plenário do Senado, pedindo que a matéria fosse apreciada com urgência.

Deputadas e senadoras fazem protesto para denunciar violência contra mulher

Um grupo de deputadas e senadoras da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher fez uma manifestação no Congresso Nacional. Elas fizeram uma caminhada do Salão Azul, do Senado, até o Salão Verde, da Câmara, segurando cartazes com frases como: “Nenhuma mulher merece ser estuprada”; “O machismo mata” e “Pelo fim da cultura do estupro”.

As cerca de 20 parlamentares, acompanhadas de outras dezenas de mulheres, se revezavam em um megafone para proferir palavras de ordem contra os recentes casos de violência contra mulher no País, em especial o caso de estupro coletivo no Rio.