Renzi afirma que imigração ilegal é um problema europeu e pede apoio à UE

  • Por Agência EFE
  • 21/06/2015 13h09
Imigrantes

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou neste domingo (21) que a questão da imigração no Mediterrâneo é um problema que afeta toda a União Europeia e, por isso, pediu “solidariedade e responsabilidade” aos países da região.

“O Conselho Europeu na próxima quinta-feira pode nos dar apoio para resolver o problema da imigração. Não é uma questão só italiana ou francesa, mas sim um problema europeu”, disse Renzi.

As declarações foram dadas durante uma entrevista coletiva conjunta com o presidente da França, François Hollande, após um encontro bilateral ocorrido na Exposição Universal de Milão.

“Não pretendemos que ninguém resolva os problemas por nós, mas achamos que deve prevalecer a solidariedade e a responsabilidade na União Europeia”, acrescentou o primeiro-ministro, pedindo que “histerias e egoísmos” sejam evitados.

“O tema é complexo, não se resolve da noite para o dia. Acho que França e Itália estão de acordo. Estamos preparados para trabalhar juntos”, disse o líder italiano.

Hollande acompanhou o discurso de Renzi, ao afirmar que nenhum país pode enfrentar sozinho o problema dos imigrantes, reforçando a recomendação de “solidariedade e responsabilidade” aos países-membros da UE.

O presidente francês afirmou que os refugiados serão o tema central do Conselho Europeu da quinta-feira e destacou que “todos os países devem assinar esse compromisso, dizendo claramente o que podem fazer de modo humano e digno por essa situação”.

Para enfrentar a crise, Hollande afirmou que é importante encontrar soluções para as crises da Síria e do Iraque, acrescentando que a França está trabalhando para pacificar a Líbia, país de origem da maior parte dos imigrantes que chegam à Itália.

Ambos os líderes reafirmaram a normalidade das relações bilaterais apesar da situação na cidade de Ventimiglia, no nordeste da Itália e fronteiriça com a França, onde centenas de imigrantes foram proibidos de entrar no país vizinho.

“Sobre o caso de Ventimiglia, nunca houve problema entre Itália e França. Talvez a tensão salte pelas declarações de um ministro italiano ou francês, mas é normal em um namoro de longa duração”, disse Renzi.