Renzi garante que criação de seu governo é “questão de horas”

  • Por Agencia EFE
  • 20/02/2014 16h03

Roma, 20 fev (EFE).- O líder do Partido Democrata italiano (PD), Matteo Renzi, assegurou nesta quinta-feira que seu governo estará pronto em “questão de horas”, ao sair da sede de sua formação, onde trabalha na composição de um gabinete que será apresentado provavelmente no sábado.

“Em questão de horas fecharemos tudo”, foi a única declaração que Renzi fez em sua saída da sede, onde foi interpelado por dezenas de jornalistas.

Renzi não participou hoje da primeira reunião entre as forças políticas que já manifestaram sua intenção de apoiar seu Executivo, que se encontraram hoje em Roma para aproximar posturas na elaboração de um programa de governo.

Um encontro que terminou sem acordo, segundo explicou o presidente do Novo Centro-Direita (NCD), Renato Schifani, que disse que se deu um “passo adiante”, mas “não definitivo”.

“Demos um passo para frente e no encontro se ilustraram as prioridades de Renzi, que nos dará alguma indicação nas próximas horas. Foi uma reunião proveitosa, mas não pode considerar-se definitiva”, comentou Schifani.

Do mesmo modo, seu colega de partido e ministro do NCD no Executivo demissionário de Enrico Letta, Gaetano Quagliariello, reconheceu que na reunião houve “alguns desacordos”, algo, sob seu ponto de vista, “absolutamente normal”.

“Agora temos que esperar para ver se nas próximas horas se resolvem”, ressaltou.

O grupo conservador rejeitou o imposto sobre o patrimônio, um Ministério da Justiça de esquerda e um titular de Economia “particularmente aficionado por impostos”, segundo anunciou seu líder, Angelino Alfano, em sua conta no Twitter.

Pelo contrário, mais otimista se mostrou o estreito colaborador de Renzi e ministro de Assuntos Regionais, Graziano Delrio, que assegurou que este primeiro encontro foi proveitoso.

“Foi tudo muito bem e hoje fizemos um resumo das propostas que cada partido apresentou (à criação do programa)”, comentou Delrio.

No entanto, apesar de seu otimismo, o braço direito de Renzi reconheceu que ainda “há uma evidente distância entre os pontos de vista dos diferentes partidos políticos” e salientou as diferenças entre o Escolha Cívica (SC), fundado pelo tecnocrata Mario Monti, e o Partido Socialista da Itália, sobretudo em “assuntos éticos”.

Esta foi a primeira reunião depois da rodada de consultas que Renzi realizou entre terça e quarta-feira para obter apoios que somem uma maioria capaz de governar a Itália.

Após as consultas, finalmente Renzi conseguiu o apoio do NCD e de do SC, além de outras seis pequenas formações de ambas tendências políticas, como a União Democrata-Cristã de Centro (UDC) e o Partido Socialista da Itália.

Renzi, por sua parte, não foi à reunião por estar preparando sua equipe de governo na sede do PD, um Executivo que, segundo suas próprias previsões, será apresentado ao chefe do Estado, Giorgio Napolitano, no próximo sábado e receberá a posse na segunda-feira. EFE