Retrospectiva 2018: O ano em que o clima acirrado caracterizou a disputa eleitoral

  • Por Jovem Pan
  • 24/12/2018 09h52
Nelson Jr./ ASICS/TSENas urnas, além do voto foi depositada a esperança dos mais de 200 milhões de brasileiros

2018 ficará marcado como o ano em que as redes sociais tiveram um peso decisivo nas eleições. O clima acirrado presente em todas as esferas contagiou a militância. Nas urnas, o voto pela mudança foi diagnosticado em vários pontos do país.

A renovação no legislativo se mostrou bastante expressiva. Números históricos foram anotados. Eduardo Bolsonaro, do PSL de São Paulo, filho do presidente eleito tornou-se o parlamentar mais votado do Brasil com mais de 1,8 milhão de votos para a Câmara Federal.

No âmbito estadual, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal, do mesmo partido de Jair Bolsonaro, obteve a maior votação do país, superando a marca de 2 milhões de votos para a assembleia paulista.

No mesmo Estado a disputa para o governo foi brutal. No primeiro turno cabeça a cabeça entre Paulo Skaf, do MDB, e o atual governador Márcio França, do PSB, para saber quem iria para o segundo turno com o peessedebista, João Doria. Na reta final, deu Márcio França.

Veio o segundo turno, e com ele os ataques de ambas as partes. As propostas e programas para a população foram deixados de lado, dando vez aos ferozes ataques e trocas de farpas. Márcio França disparava contra o tucano, e Doria respondia na mesma moeda e atacava o governador, mesmo quando tinha que falar sobre uma dissidência de seu partido.

O resultado das urnas chegaram. Pouco mais de 700 mil votos deram a vitória ao tucano, que pregou união e recebeu ligações dos concorrentes. Mas nem todo mundo ligou para cumprimentá-lo. Figuras notáveis de seu partido não se dispuseram a dirigir-lhe a palavra.

Em seu primeiro discurso ainda no calor pós-eleição, Doria cutucou, assegurando que o PSDB mudará e não ficará mais em cima do muro.

O pleito teve surpresas em colégios eleitorais importantes. No Rio de Janeiro, Wilson Witzel do PSC superou Eduardo Paes, do DEM. No Rio Grande do Sul, o jovem Eduardo Leite, do PSDB, é o mais jovem governador com apenas 33 anos. Em Minas Gerais, o azarão Romeu Zema, do Novo, deixou todos para trás ganhando o eleitorado mineiro.

Este panorama tem um retrato. A população cansou do clichê com a velha escrita: Mais do mesmo e se enche de confiança por um novo horizonte.

Nas urnas, além do voto foi depositada a esperança dos mais de 200 milhões de brasileiros. Resta saber se a classe política atenderá a estes anseios. 2019 contará a história.

*Informações do repórter Daniel Lian