Rodrigo de Rato diz que confia e está colaborando com a justiça espanhola

  • Por Agencia EFE
  • 16/04/2015 22h12
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Madri, 17 abr (EFE).- O ex-diretor gerente do FMI e ex-vice-presidente do governo espanhol Rodrigo de Rato declarou à Agência Efe nesta quinta-feira que “confia na Justiça” e que tem “colaborado ativamente” com os funcionários da Receita que o prenderam e revistaram hoje sua residência e escritório.

A batida e a prisão foram efetuadas depois que a promotoria de Madri o denunciou pelos supostos crimes de fraude, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Os funcionários da Receita e os policiais revistaram durante três horas sua casa e posteriormente estiveram por quatro horas mais em seu gabinete em busca de provas.

Os agentes levaram cerca de 20 caixas com documentos de seu escritório. Após a revista, Rato retornou para sua casa em liberdade depois que a promotoria de Madri pediu ao juiz de instrução que retirasse a ordem de prisão após o fim da operação.

“Estou em minha casa, com minha família e em liberdade”, disse à Efe o ex-ministro de Economia.

Pouco antes das 17h (locais), funcionários da Agência Tributária e de Alfândegas iniciaram uma revista na residência de Rodrigo de Rato em Madri, que terminou com a saída do ex-banqueiro detido e escoltado por agentes.

Rodrigo de Rato foi levado então em um veículo para seu escritório, muito próximo a sua casa, e os agentes da Receita continuaram sua investigação.

A operação foi determinada depois que o Ministério Público investigar Rodrigo de Rato durante vários dias, após ser divulgado que em 2012 ele se valeu de anistia fiscal para regularizar seu patrimônio.

Após a regularização fiscal e perante a dúvida da origem dos bens declarados, a Fazenda o incluiu em uma lista de 705 suspeitos de lavagem de dinheiro.

Rodrigo de Rato foi ministro da Economia e vice-presidente do Executivo espanhol durante os dois governos de José María Aznar, entre 1996 e 2004, e depois nomeado diretor-gerente do FMI, cargo que ocupou até 2007.

De 2010 a 2013 ocupou a presidência do Bankia, banco espanhol que sofreu uma intervenção do Estado e que é alvo de várias causas judiciais. EFE

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