Rússia coopera com rebeldes para enviar ajuda para regiões ucranianas
Moscou, 11 jun (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reconheceu nesta quarta-feira que Moscou coopera com os insurgentes russófonos para enviar ajuda humanitária para as regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk diante da negativa de Kiev de aceitar a oferta de Moscou.
“Nos dirigimos às autoridades para que nos permitam o envio dessa ajuda. Negaram oficialmente, por isso oferecemos essa ajuda por meios que dispõem os milicianos, que se preocupam pelas privações que sofrem suas mulheres, filhos, pais e mães”, disse Lavrov.
O chanceler acrescentou, ao se reunir em Moscou com o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa (OSCE), Lamberto Zannier, que o roteiro estabelecido pelo organismo internacional para superar a crise na Ucrânia “não deve ser substituído por outros documentos”.
Lavrov afirmou que a missão da OSCE “deve manter uma posição equilibrada e integral” e trabalhar pelo cumprimento dos “postulados fundamentais” do roteiro estipulado pelo organismo antes das eleições presidenciais, realizadas em 25 de maio na Ucrânia.
Segundo Moscou, a OSCE deve trabalhar “pelo fim do uso da força e o início de um diálogo autêntico, que inclua todas as forças políticas e regiões, sobre a reforma constitucional e a futura forma do Estado” ucraniano.
Por sua parte, Zannier exigiu a imediata libertação de todos os observadores da missão desdobrada pela OSCE na Ucrânia retidos pelos insurgentes pró-Rússia.
Os rebeldes sequestaram no final de maio dois grupos de observadores, um deles composto por cidadãos da Suíça, Estônia, Turquia e Dinamarca.
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, ordenou a criação de corredores humanitários para que os civis possam abandonar as zonas de combate.
A criação de corredores humanitários era uma das exigências de Moscou. O Kremlin afirma que a Ucrânia, Rússia e a OSCE já definiram as prioridades no momento de aplicar o plano de paz que Poroshenko apresentou ao presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira passada na Normandia.
No entanto, por enquanto não há notícias sobre o cessar-fogo que Poroshenko afirmou que poderia ser declarado nesta semana. EFE
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