Rússia libera navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, retido em setembro de 2013

  • Por Agencia EFE
  • 06/06/2014 13h20

Moscou, 6 jun (EFE).- As autoridades da Rússia liberaram nesta sexta-feira o barco Arctic Sunrise do Greenpeace que foi detido em setembro de 2013 após um protesto da organização ambientalista contra a prospecção de petróleo no Ártico.

“Na manhã de hoje, o Comitê de Investigação russo (IC, em sua sigla em inglês) informou de forma inesperada a Greenpeace Internacional que anula o embargo do navio Arctic Sunrise, que estava retido no porto de Murmansk desde setembro de 2013, quando foi utilizado para realizar um protesto pacífico contra as prospecções petrolíferas da Gazprom no Ártico”, afirmou o Greenpeace em comunicado.

“Todos estamos muito felizes, não esperávamos, embora devesse ter acontecido antes, já que não havia razões para prender o navio e mantê-lo retido durante 9 meses”, disse à Agência Efe a porta-voz do escritório da ONG em Moscou, María Favórskaya.

Acrescentou que por enquanto não se sabe o estado técnico do navio quebra-gelo, que “está com um aspecto péssimo”, por isso a próxima semana chegará à cidade portuária de Murmansk, onde se encontra, uma equipe de engenheiros para realizar uma inspeção do navio.

Segundo o Greenpeace, seus advogados assinaram hoje uma ata de recepção do navio quebra-gelo, apontando no documento, no entanto, que não foi realizada uma inspeção do estado técnico da nave.

Contudo, o Comitê de Investigação anunciou que está prorrogando sua investigação sobre o protesto na plataforma Prirazlómnaya do monopólio de gás russo Gazprom por mais dois meses, até 24 de julho.

Em 18 de setembro, 28 ativistas do Greenpeace, uma câmera e um fotógrafo independentes foram detidos pelos guarda-costeira russos, depois que abordaram o navio da organização ambientalista.

A princípio, os ativistas foram acusados de pirataria, crime passível de punição com até 15 anos de prisão, mas as acusações depois passaram a vandalismo, castigado com uma pena máxima de 7 anos de prisão.

De Murmansk, foram transferidos a São Petersburgo para cumprir prisão preventiva, depois foram postos em liberdade pagando fiança em novembro e finalmente anistiados pelo parlamento russo em dezembro e libertados. EFE