Sabesp descarta mais uma vez racionamento e garante torneiras cheias

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2014 10h53

O Cantareira estaria hoje com menos 2% de água se não fosse o volume morto que representou um acréscimo de 18%. Parte da reserva estratégica começou a ser extraída no mês de maio para tentar garantir o abastecimento durante a seca em São Paulo.

De acordo com o relatório da Sabesp, o nível do sistema caiu nesta sexta-feira para 19,8%. A empresa segue descartando o racionamento e garante as torneiras cheias, pelo menos, até outubro, quando aposta no retorno do período chuvoso.

O nível dos demais mananciais de São Paulo também reduz a cada dia, como Alto Tietê e Guarapiranga. Em entrevista a Thiago Uberreich, o governador Geraldo Alckmin lembrou que só uma parte da reserva técnica do Cantareira passou a ser utilizada.

*Ouça os detalhes no áudio

De acordo com o governo do Estado, desde fevereiro, 90% dos consumidores conseguiram economizar água. O diretor do Instituto Sócio Ambiental, Carlos Bocuhy, lembrou que os sistemas estão interligados para transferir água de um reservatório para outro.

Bocuhy é um defensor do racionamento como forma de preservar os reservatórios. O alto Tietê está com 25,1% da capacidade e o Guarapiranga com 70% – um quadro mais confortável.