Sabesp descarta mais uma vez racionamento e garante torneiras cheias
O Cantareira estaria hoje com menos 2% de água se não fosse o volume morto que representou um acréscimo de 18%. Parte da reserva estratégica começou a ser extraída no mês de maio para tentar garantir o abastecimento durante a seca em São Paulo.
De acordo com o relatório da Sabesp, o nível do sistema caiu nesta sexta-feira para 19,8%. A empresa segue descartando o racionamento e garante as torneiras cheias, pelo menos, até outubro, quando aposta no retorno do período chuvoso.
O nível dos demais mananciais de São Paulo também reduz a cada dia, como Alto Tietê e Guarapiranga. Em entrevista a Thiago Uberreich, o governador Geraldo Alckmin lembrou que só uma parte da reserva técnica do Cantareira passou a ser utilizada.
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De acordo com o governo do Estado, desde fevereiro, 90% dos consumidores conseguiram economizar água. O diretor do Instituto Sócio Ambiental, Carlos Bocuhy, lembrou que os sistemas estão interligados para transferir água de um reservatório para outro.
Bocuhy é um defensor do racionamento como forma de preservar os reservatórios. O alto Tietê está com 25,1% da capacidade e o Guarapiranga com 70% – um quadro mais confortável.
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