Secretaria de Segurança Pública vai pedir ao Governo o fim da fabricação de bananas de dinamite

  • Por Jovem Pan
  • 20/02/2015 16h14
SP - ASSALTO/BANCO/REFÉNS/SP - GERAL - Quatro homens armados tentam assaltar uma agência bancária na tarde desta terça-feira, 22, na Rua Alfredo Zumkeller, na altura do número 487, no Parque Mandaqui, na zona norte de São Paulo. Informações preliminares apontam que 10 pessoas (entre clientes e funcionários do banco Itaú) são feitas reféns pelo bando. Ainda não há informações sobre feridos. Às 17h30, a polícia ainda estava na região. Dois helicópteros Águia, da PM, e uma aeronave Pelicano, da Polícia Civil, foram enviados ao local. O Corpo de Bombeiros também foi acionado. 22/06/2010 - Foto: GRIZAR JUNIOR/AE/AEAssalto a banco na Zona Norte da capital paulista

Secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes vai pedir ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o fim da fabricação de bananas de dinamite no país para coibir explosões de caixas eletrônicos. A proposta deve ser feita num encontro a ser realizado na próxima quarta-feira (25) entre o secretário e o ministro.

Nesta sexta (20), o titular da segurança paulista detalhou outras ideias após uma reunião com representantes da Federação Brasileira de Bancos, a Febraban. Alexandre de Moraes disse que já foi acordado com o Exército Brasileiro que toda escolta de transporte de explosivos deve ser feita por empresas privadas.

“Todo o transporte de explosivos será feito, obrigatoriamente, com escolta privada, para evitar qualquer possibilidade de roubo ou de desvio. Ontem mesmo, o Exército já determinou isso com base em decreto federal, que não exige em 100% dos casos, mas permite, excepcionalemnte, desde que fundamentado, essa exigência”, disse o secretário.

De acordo com o próprio secretário, apenas 15% das pedreiras ainda utilizam bananas de dinamite para a realização dos serviços. Também será pedido ao Banco Central a mudança de uma norma que permita que sejam restituídas aos bancos notas que tenham ficado totalmente destruídas. Isso abriria caminho para que as instituições financeiras possam instalar dispositivos que exterminem o dinheiro proveniente de explosões de caixas.

O presidente da Febraban, Murilo Portugal Filho, ressaltou os investimentos feitos pelos próprios bancos e cobrou ações no âmbito da segurança pública.

“Realmente funciona nisso. Ou prender o bandido, ou o bandido não ter arma. Nós temos essa experiência com os assaltos a agências [bancárias]. Houve um investimento pesado em assaltos à agências, houve uma redução nestes assaltos. No final da década de 90, eram mais de 4 mil assaltos por ano, no ano passado foram 446 assaltos. Foi uma queda muito significativa”, comentou Murilo Portugal.

Uma medida de segurança já adotada pelos bancos é a liberação de uma cortina de fumaça quando os criminosos violam a área interna da agência.

Além da Febraban, estiveram presentes ao encontro representantes da Polícia Militar, Polícia Civil e também do Exército Brasileiro.