Segundo turno em Buenos Aires serve como prévia para primárias presidenciais

  • Por Agencia EFE
  • 18/07/2015 15h26

Buenos Aires, 18 jul (EFE).- Os eleitores de Buenos Aires irão novamente às urnas este domingo para definir quem governará a capital pelos próximos quatro anos, eleições chave antes do grande teste eleitoral das primárias nacionais, que acontecem em agosto.

As pesquisas mostram Horacio Rodríguez Larreta, da conservadora Proposta Republicana (Pró, força que governa Buenos Aires desde 2007), é o favorito no segundo turno. No primeiro turno, em 5 de julho, Larreta teve 44,7% dos votos.

Seu oponente, segundo há duas semanas com o 25% dos sufrágios, é Martín Lousteau, que foi ministro da Economia no primeiro mandato de Cristina Kirchner (2007-2011), de quem se tornou adversário.

Lousteau é da frente centro-esquerda Eco, que em nível nacional é aliado ao Pró nas eleições gerais de outubro.

Sem debates entre o primeiro turno e este, a campanha foi tão morna que nem as denúncias do Eco contra o Pró pelo suposto apoio ao voto em branco no design das urnas eletrônicas reaqueceram o clima eleitoral portenho.

Com um peso de 7,9% no censo nacional e 2,5 milhões de eleitores, a capital é o quarto maior distrito eleitoral da Argentina, atrás somente das províncias de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé.

Em um ano marcado pelas eleições presidenciais de outubro, um triunfo na capital, berço do Pró, deixará o atual prefeito da cidade, Mauricio Macri, mais bem posicionado para concorrer como pré-candidato presidencial nas primárias nacionais de 9 de agosto.

Confirmando-se amanhã a vitória de Rodríguez Larreta, chefe de Gabinete de Macri desde dezembro de 2007, seria a primeira vitória puramente do Pró no pleito que acontece desde maio em vários distritos da Argentina.

Até agora o Pró celebrou os resultados obtidos na província de Mendoza, quinto maior distrito eleitoral da Argentina, onde ganhou em junho as eleições para governador com Alfredo Cornejo, da União Cívica Radical, mas que concorreu em aliança com a força liderada por Macri.

No resto das eleições realizadas até agora, os resultados se dividiram entre governo e oposição.

A Frente para a Vitória, liderada pela presidente argentina, Cristina Kirchner, ganhou os governo das províncias norte, Salta, La Rioja e Chaco, e na Terra do Fogo, no sul do país.

Em Neuquén (sudoeste) ganhou o Movimento Popular Neuquino, que governa a província há meio século, e em Río Negro, no sul, venceu Weretilneck, um ex-aliado do kirchnerismo; em Santa Fé (centro) a vitória apertada foi da coalizão de centro-esquerda; e em Córdoba (centro) venceu o peronismo dissidente.

Em nível nacional, as primárias definirão os candidatos que concorrerão em outubro para suceder Cristina Kirchner na presidência a partir de 10 de dezembro. EFE