Sem acordo, greve dos garis de São Paulo será julgado no TRT nesta quinta-feira

  • Por Agência Brasil
  • 14/04/2015 16h29
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Terminou sem acordo mais uma audiência de conciliação para tentar pôr fim à greve de garis de quatro municípios paulistas. Em outras dezenas de cidades, a categoria permanece em estado de greve. Os diretores da Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbano e Áreas Verdes de São Paulo (Femaco) comprometeram-se a levar à assembleia de trabalhadores a proposta do desembargador Celso Ricardo Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de suspensão do movimento até o julgamento do dissídio, marcado para esta quinta-feira (16). O Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur) não apresentou nenhuma nova proposta de reajuste, mantendo o percentual de 8,5%.

A Femaco informou que 32 dos 132 municípios envolvidos no movimento de greve fecharam acordos diretamente entre as empresas e os sindicatos, a partir de compromissos assumidos pelas prefeituras. Entre eles, estão a região do ABC e de Piracicaba. Apenas trabalhadores de quatro cidades – Barueri, Taboão da Serra, Araçatuba e Arujá – continuam com as atividades paralisadas, segundo a entidade trabalhista. As demais, 96 cidades, estão em estado de greve. A federação quer que os termos desses acordos, que inclui um reajuste de 9,5%, sejam estendidos às demais cidades.

“O sindicato patronal está muito intransigente. Chegaram com uma proposta fechada de 8,5% e não querem abrir mão disso. A dificuldade é esta. Estamos pedindo 9,5%, que é o percentual dos acordos que já foram fechados”, avaliou André dos Santos Filho, diretor da federação. Além do reajuste, que alcança também benefícios, os acordos incluem ainda a compensação de 50% dos dias parados e estabilidade de 90 dias no emprego. “Queremos a extensão destes pontos para os trabalhadores dos demais municípios”.

O desembargador definiu que a representação dos trabalhadores terá até amanhã (15) às 16h para incluir nos autos o texto de todos os acordos firmados. Ele quer reunir os argumentos que embasarão o seu voto. Pela impossibilidade de conciliação, Oliveira destacou que precisa levar o caso a julgamento o quanto antes por se tratar de serviço essencial e trazer penalidades à população. O desembargador criticou o clima conflituoso entre as partes, o que não favorece a negociação.