Serra Leoa ordena fechamento de pequenas clinicas de saúde

  • Por Agencia EFE
  • 07/08/2014 16h23

Monróvia, 7 ago (EFE).- O governo de Serra Leoa ordenou nesta quinta-feira o fechamento “imediato” de pequenas clinicas de saúde, centros de lazer e casas noturnas por causa da epidemia do vírus ebola que afeta o país, onde 286 pessoas já morreram por causas ligadas à doença.

Esta medida faz parte de uma direção anunciada pelo presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, para contornar a incidência e a proliferação do ebola no país, segundo um comunicado governamental divulgado pela imprensa local.

No entanto, essa direção se mostra preocupada em especial com as pequenas clínicas particulares, que, segundo o governo, supõem um alto risco para a contenção do vírus, já que muitas delas carecem de uma equipe médica especializada.

Estes centros médicos “improvisados” se encontram espalhados por todo o país, especialmente nas zonas mais pobres.

Outra das medidas anunciadas é uma espécie de rodizio para motos e táxis, que, a partir de agora, só poderão trafegar entre 7h e 19h locais.

“Os desafios extraordinários requerem medidas extraordinárias”, afirmou Bai Koroma há uma semana, ao decretar “o estado de emergência pública” no país.

Nos últimos dias, o governo também desdobrou soldados para proteger os centros em que pacientes do ebola foram postos em quarentena.

Tanto o presidente de Serra Leoa como o da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, decidiram não assistir à cúpula Estados Unidos-África realizado em Washington para poder abordar a crise do ebola em seus respectivos países.

Desde então, inúmeras medidas foram tomadas para frear a epidemia, embora o número de contágios e mortes não tenha sido reduzido.

Este surto de ebola sem precedentes já causou 932 mortes na África Ocidental nos últimos quatro meses, segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ebola, que se transmite por contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%.

Esta é a primeira vez que se identifica e se confirma uma epidemia de ebola na África Ocidental, já que, até então, a doença possuía uma maior incidência na África Central. EFE