Serviço Secreto dos EUA destitui 4 membros do alto escalão após escândalos

  • Por Agencia EFE
  • 15/01/2015 01h48

Washington, 14 jan (EFE).- O Serviço Secreto dos Estados Unidos destituiu quatro de seus funcionários do alto escalão na maior remodelação dessa agência desde que sua diretora, Julia Pierson, renunciou em outubro, após os erros de segurança e os escândalos do ano passado, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

O diretor interino, Joseph Clancy, anunciou ontem para os quatro subdiretores destituídos que deveriam deixar seus cargos, segundo o jornal “The Washington Post”.

“A mudança é necessária para que tenhamos uma nova perspectiva sobre como vamos realizar nosso trabalho. Tenho certeza que esses funcionários serão valiosos em outras funções do Serviço Secreto e do Departamento”, explicou Clancy ao jornal.

Um dos escândalos mais famosos que afetaram a reputação da agência foi o caso envolvendo 12 agentes do Serviço Secreto que levaram prostitutas para seus quartos de hotel antes da visita do presidente americano, Barack Obama, a Cartagena das Índias, na Colômbia, para a Cúpula das Américas de 2012.

Esse episódio, que teve repercussão internacional, obrigou a agência a endurecer suas normas e levou à nomeação de uma mulher, Julia Pierson, como diretora pela primeira vez.

Apesar das mudanças promovidas por Pierson, os escândalos continuaram acontecendo na agência, que tem como missão principal cuidar da segurança do presidente dos Estados Unidos.

Além do episódio envolvendo os agentes na Colômbia, aconteceu um grave incidente de segurança no dia 19 de setembro de 2013, quando, pela primeira vez, um indivíduo conseguiu entrar armado no recinto da Casa Branca, o que levou à saída de Pierson.

Os funcionários do Serviço Secreto alegam que os cortes orçamentários dos últimos anos desmoralizaram a agência e são a razão para uma menor atenção sobre o trabalho de base.

O Serviço Secreto é integrado por 6,6 mil agentes, encarregados de zelar pela segurança do presidente e de seu vice, das famílias dos mesmos e dos líderes estrangeiros em visita aos EUA. EFE