Seul acusa Coreia do Norte de preparar disparo de míssil de longo alcance

  • Por Agencia EFE
  • 22/07/2015 01h45

Seul, 22 jul (EFE).- A Coreia do Norte está prestes a completar a renovação de suas instalações de lançamento de mísseis de longo alcance e pode fazer disparos nos próximos meses, acusam nesta quarta-feira fontes da Coreia do Sul.

Imagens por satélite obtidas recentemente mostram uma nova plataforma de lançamento de 67 metros na base de Dongchang-ri, no nordeste da Coreia do Norte, indicou uma fonte sul-coreana à agência local de notícias “Yonhap”.

O equipamento, que começou a ser construído no final de 2013, será utilizado “para lançar nos próximos meses um novo míssil de longo alcance superior ao Unha-3”, indicam as fontes de Seul.

O regime de Kim Jong-un lançou em dezembro de 2012 na base de Dongchan-ri o foguete de longo alcance Unha-3, possibilitando que o país colocasse em órbita, pela primeira vez na história, um satélite de observação, o Kwangmyongsong-3.

A comunidade internacional interpretou a ação como um teste disfarçado de mísseis do regime comunista norte-coreano, que sofreu novas sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU.

Outra fonte do governo sul-coreano revelou hoje que existem informações que apontam que Kim Jong-un ordenou o lançamento de um novo satélite para comemorar o 70º aniversário do Partido dos Trabalhadores, que fundou o país.

O lançamento do projétil de longo alcance para colocar o satélite em órbita poderia ocorrer antes da celebração, realizada no próximo dia 10 de outubro, conforme a fonte.

O regime norte-coreano reivindicou em várias ocasiões seu direito a desenvolver tecnologias de satélites e exploração espacial, negando que os lançamentos sejam testes de mísseis disfarçados.

Por outro lado, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, manteve hoje uma reunião de rotina com o ministro da Defesa e altos oficiais das Forças Armadas, pedindo que eles mantenham “uma sólida preparação” para responder duramente a uma eventual “provocação” do país vizinho. EFE