Sexto dia de julgamento de Elize começa com leitura de depoimentos de testemunhas

  • Por Agência Estado
  • 03/12/2016 16h33
SP - ELIZA/MATSUNAGA - GERAL - Julgamento de Elize Matsunaga entra no 6º dia no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães na Barra Funda em São Paulo. Na foto Elize Matsunaga durante o julgamento. 03/12/2016 - Foto: JALES VALQUER/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOSexto dia de julgamento de Elize começa com leitura de depoimentos de testemunhas

O sexto dia do júri de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido, começou com a leitura de depoimentos que testemunhas deram à Polícia Civil e à Justiça. A ré é julgada por homicídio triplamente qualificado, além de destruição e ocultação de cadáver.

O empresário Marcos Kitano Matsunaga, herdeiro da Yoki, foi baleado na cabeça e teve o corpo cortado em sete partes por Elize, em maio de 2012. Neste sábado (3) a sessão foi iniciada com a leitura do depoimento de Nathalia Vila Real Lima, apontada como amante da vítima.

Em juízo, Nathalia afirmou que conheceu Marcos no início de 2012, iniciaram uma relação e que o empresário queria se separar de Elize e fazia planos com ela. “Ele disse que a separação seria tranquila, a filha ficaria com a mãe e ele pagaria pensão”, afirmou. 

Nathalia era garota de programa. Segundo os advogados de defesa, ela conheceu Marcos por meio do mesmo site de acompanhantes da qual Elize fazia parte.

No depoimento, Nathalia afirmou que se encontrava com ele de duas a três vezes por semana. O empresário pagou R$ 27 mil para que ela retirasse as suas fotos da internet e a presenteou com um carro de cerca de R$ 100 mil.

Elize chegou a contratar um detetive para descobrir e filmar a traição do marido. Marcos foi morto no mesmo fim de semana em que a ré assistiu às imagens.

Também foram lidas peças com testemunhos do reverendo Renè Henrique Gotz Licht, que celebrou o casamento do casal. Espécie de guru espiritual de Marcos e Elize, o reverendo narrou, em seu depoimento, que o casal estava em crise e que chegou a alertar o empresário sobre o comportamento da ré. “A primeira coisa que você vai fazer é trancar o cofre das armas”, disse a Marcos. “Você usa o alicate e quebra a chave dentro.”