Snowden pede que funcionários sejam responsabilizados pela espionagem da NSA

  • Por Agencia EFE
  • 23/01/2014 21h08

Washington, 23 jan (EFE).- O ex-analista de inteligência da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden disse nesta quinta-feira que espera que os altos funcionários dos programas de espionagem americano denunciados por ele sejam responsabilizados.

Em um encontro online com internautas, Snowden, que está exilado na Rússia, considerou que a democracia americana deveria “corrigir as leis, conter o grande alcance de algumas agências e responsabilizar os altos funcionários pelos abusivos programas” de espionagem.

O governo dos Estados Unidos apresentou acusações contra Snowden pelos vazamentos de programas secretos da NSA que revelaram progressivamente a capacidade da agência de espionar as comunicações telefônicas e na internet.

Snowden, que recebeu perguntas pelo Twitter, disse que na NSA não havia canais apropriados para denunciar abusos em assuntos de segurança nacional.

Além disso, ele criticou o discurso feito pelo presidente americano Barack Obama na semana passada no qual apresentou reformas para os programas da NSA cujas irregularidades Snowden denunciou.

O ex-analista não compartilhou da opinião de Obama de que a agência de inteligência não se excedeu em seu poder, e assegurou que “foram vistos mais abusos intencionais que exemplos nos quais as escutas telefônicas em massa e inconstitucionais detiveram algum plano terrorista”

Neste sentido, se referiu às conclusões apresentadas hoje pelo bipartidário Conselho de Supervisão da Privacidade e das Liberdades Civis (PCLOB, sigla em Inglês), que concluiu que não têm provas de atentados frustrados pelos programas de vigilância da NSA.

Além disso, Snowden lembrou que o painel, composto por três especialistas democratas e dois republicanos, concluiu que o programa de escuta telefônica, que vigiava milhões de dados telefônicos de americanos, é ilegal e deveria ser fechado para acabar com as preocupações sobre excessos e violações da privacidade. EFE