Sobe para 273 o número de mortos no pior desmoronamento na Guatemala em 2015

  • Por EFE
  • 12/10/2015 12h58
EFE Chuvas destrói centenas de casas e mata 273 pessoas na Guatemala

As autoridades da Guatemala elevaram neste domingo para 273 o número de vítimas e reduziram para 267 o total de desaparecidos no pior desmoronamento que atingiu o país após um temporal e destruiu centenas de casas em 1 de outubro em um assentamento na fronteira da capital.

Este foi o resultado de uma reunião realizada hoje entre o prefeito de Santa Catarina Pinula, onde aconteceu o deslizamento na colônia de El Cambray II, Víctor Albarizaes; o secretário da Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conred), Alejandro Maldonado; o ministro da Defesa, Williams Mansilla Fernández, e moradores.

O porta-voz da Conred, David de León, informou que na reunião o grupo analisou os números, embora eles “possam variar” devido à incerteza sobre a quantidade de pessoas que estavam no local.

Inicialmente, as autoridades determinaram 73 imóveis foram soterrados, segundo a base de dados da companhia elétrica da região. No entanto, León disse que os moradores indicaram que algumas casas se “subdividiam”, por isso eles estimaram que seriam 90 as construções derrubadas.

“Aplicando uma regra básica de seis pessoas por família, calculamos 540 pessoas”, afirmou León.

Já Alejandro Maldonado explicou que o levantamento “é bem difícil” e reiterou que os dados podem variar “a qualquer momento”.

O deslizamento em El Cambray II é considerado a maior catástrofe natural vivida na Guatemala em 2015 e segundo as autoridades “poderia ter sido evitada”, já que em duas ocasiões a área foi declarada “de risco”.

O trabalho das equipes de socorro é mantido, embora esteja marcada para amanhã uma reunião para determinar se as condições de segurança, clima e de saúde permitem continuar.