Soldado da PM é preso por suspeita de envolvimento em chacina que deixou 18 mortos

  • Por Jovem Pan
  • 24/08/2015 20h36
OSASCO,SP,14.08.2015:ASSASSINATOS-OSASCO - Série de ataques em ruas de Osasco (SP), deixa 14 mortos e 9 feridos na noite desta quinta-feira (13). Vinte e três pessoas foram baleadas na cidade, após ataques realizados por homens em um carro, informaram testemunhas à Polícia Militar (PM). As pessoas foram atingidas nas ruas Antônio Benedito Ferreira, Cuiabá, Moacir Sales D'Ávila, Suzano, Vitantônio de Abril e Professora Sud Menucci e nas avenidas Eurico Cruz e Astor Palamin. (Foto: Edu Silva/Futura Press/Folhapress)Série de ataques deixa ao menos 17 mortos em Osasco e Barueri

Um soldado da Polícia Militar, de 30 anos, é o primeiro preso por suspeita de envolvimento na chacina que aconteceu em Osasco e Barueri, na Grande SP, e deixou 18 mortos.

Com base em depoimento de um sobrevivente na chacina, a prisão administrativa foi realizada. A vítima viu o rosto do agressor e reconheceu a foto do PM entre as imagens mostradas por policiais do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que é o responsável pelas investigações.

O soldado atualmente prestava serviços administrativos na oe foi detido no prédio da Corregedoria da Polícia Militar. A informação foi divulgada nesta segunda no jornal SPTV, da Rede Globo.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, um dos motivos para o secretário de Segurança, Alexandre de Moraes negar, em entrevista nesta segunda, prisão ou pedidos neste sentido, foi a consideração de policiais da Corregedoria de julgarem as suspeitas frágeis para manter uma prisão.

Segundo a Folha, nas próximas horas deve ser preso um policial militar e, este, com fortes evidências contra ele. O governo do Estado crê que este PM ajudará na confirmação dos outros nomes envolvidos na chacina.

Nesta segunda-feira (24), o secretário Alexandre de Moraes confirmou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra 18 policiais militares investigados por uma suposta participação nos crimes ocorridos no dia 13 de agosto.

“Apreendemos diversos documentos, diversos celulares, provas que podem ser utilizadas, ou não, dependendo do cruzamento das investigações”, declarou.