Soldados líbios em treinamento deixam R.Unido após casos de agressão sexual

  • Por Agencia EFE
  • 04/11/2014 10h20

Londres, 4 nov (EFE).- Mais de 300 soldados líbios que estavam sendo treinados pelos britânicos no Reino Unido retornarão ao seu país antes do previsto devido a várias denúncias de agressão sexual, informou nesta terça-feira o Ministério da Defesa em Londres.

Os militares recebiam treinamento desde julho nos quartéis do exército na cidade de Bassingbourn, no condado de Cambridgeshire, leste da Inglaterra, como parte do compromisso britânico de prestar socorro ao governo líbio.

Este grupo deveria voltar à Líbia no final deste mês, mas o retorno foi antecipado para os próximos dias.

“A maioria dos recrutas respondeu de maneira positiva ao treinamento apesar da contínua incerteza política na Líbia, mas houve problemas disciplinares”, assinalou um porta-voz da Defesa.

“O treinamento deveria durar até o final de novembro, mas acordamos com o governo líbio que é melhor para todos antecipar a data de finalização”, indicou a fonte.

O porta-voz acrescentou que o Ministério da Defesa revisará a forma como treina as forças de segurança líbias.

Os cadetes líbios Ibrahim Naji El Maarif, de 20 anos, e Mohammed Abdalsalam, de 27, confessaram na semana passada em um tribunal de Cambridge as duas acusações de agressão sexual, e agora aguardam condenação, segundo a imprensa.

Outros dois líbios, Moktar Ali Saad Mahmoud, de 33 anos, e Ibrahim Abogutila, de 22, foram acusados de estupro em Cambridge no domingo, assinalou hoje um porta-voz da polícia de Cambridgeshire.

Mahmoud e Abogutila devem comparecer hoje a um tribunal dessa cidade inglesa.

A decisão do Ministério da Defesa foi tomada depois de o deputado pela circunscrição de South Cambridgeshire, Andrew Lansley, escrever para o ministério expressando sua preocupação com estes incidentes.

Lansley disse hoje que apoiava o treinamento para “contribuir para o desenvolvimento da Líbia, mas é com pesar que devo dizer que isto não funcionou como gostaríamos”, acrescentou o parlamentar. EFE