S&P rebaixa nota de 13 instituições financeiras brasileiras

  • Por Agencia EFE
  • 26/03/2014 14h43

São Paulo, 26 mar (EFE).- A agência de classificação de risco (S&P) rebaixou nesta quarta-feira a nota de 13 instituições financeiras do Brasil, de “BBB” para “BBB-“, incluídas o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Na segunda-feira, a agência rebaixou o rating soberano do Brasil, de “BBB” para “BBB-“. No mesmo dia, foram rebaixadas as notas da Petrobras, Eletrobras e da Samarco, empresa controlada pela Vale e BHP Billiton.

A S&P revisou também revisou o rating soberano em escala global, em moeda local e estrangeira, do Bradesco, Itaú BBA, Itaú Unibanco, Citibank, HSBC, Santander Brasil, Banco do Nordeste do Brasil, Sul América Companhia Nacional de Seguros e Allianz Global.

As notas da Caixa Econômica Federal e do BNDES foram rebaixadas, em moeda local, de “A” para “BBB”, e em moeda estrangeira para “BBB-“, enquanto a da SulAmérica passou, em moeda local e estrangeira, de “BB+” para “BB”.

A S&P informou ainda que colocou os ratings globais de 17 instituições financeiras do Brasil em observação com implicações negativas. Os ratings em escala nacional de 26 empresas financeiras também foram colocados em observação com implicações negativas.

Entre as 27 instituições em observação negativa estão o Banco Safra, Banco Votorantim, BTG Pactual, Pine, Fibra, Daycoval, Indusval, BMG, Paraná Banco e Mercantil do Brasil.

A agência de classificação de risco informou que a perspectiva das novas notas é estável, por isso não se prevê uma nova modificação a curto prazo.

“As ações relacionadas à classificação de risco de crédito decorrem de nosso rebaixamento do Brasil”, explicou a agência por meio de um comunicado.

Segundo a S&P, a decisão “reflete a combinação de derrapagem fiscal, a perspectiva de que a execução fiscal permanecerá fraca em meio ao crescimento econômico restrito nos próximos anos, a pequena margem para ajuste da política fiscal antes das eleições de outubro e um certo enfraquecimento das contas externas do Brasil”. EFE