Sri Lanka realiza eleições legislativas amanhã

  • Por Agencia EFE
  • 16/08/2015 15h58

Colombo, 16 ago (EFE).- O Sri Lanka realizará amanhã as eleições legislativas, nas quais o ex-presidente Mahinda Rajapaksa tenta voltar ao poder, depois de, inesperadamente, ser derrotado em janeiro pelo atual governante, Maithripala Sirisena.

Ao todo, 15 milhões de eleitores foram convocados às urnas em 12.333 colégios eleitorais para escolher para os próximos seis anos os 225 membros do parlamento e o primeiro-ministro, o segundo cargo mais importante do país após o de presidente. Os resultados deverão ser divulgados na terça-feira.

O atual primeiro-ministro, Ranil Wickramasinghe, do Partido Unido Nacional (UNP) que apoiou o presidente, Maithripala Sirisena, nas eleições de janeiro, é o favorito para ganhar a disputa contra Rajapaksa, em sua primeira disputa eleitoral após perder o poder. As enquetes dão ao UNP uma ajustada maioria de 113 dos 225 parlamentares, o que abre a porta para que Rajapaksa forme uma coalizão com outros partidos para conseguir voltar.

Wickramasinghe, de 66 anos, três vezes primeiro-ministro e que desde 2005 perdeu 17 eleições contra Rajapaksa, passou a maior parte de sua campanha prometendo leis para acabar com a corrupção. Ele também defendeu melhoras nas relações com o Ocidente para conseguir acordos comerciais que ajudem no desenvolvimento e na criação de emprego na ilha de 21 milhões de habitantes.

Rajapaksa, o controverso presidente que acabou com a guerra contra a guerrilha dos Tigres Tâmeis, em 2009, e contra toda previsão perdeu a presidência em janeiro, prometeu retomar os projetos chineses paralisados pelos atuais líderes. Ele acusou o governo de perder 1,5 milhão de postos de emprego ao interromper os trabalhos que seu Executivo desenvolvia. O líder da Aliança para a Liberdade do povo Unido (UPFA) e do fragmentado Partido da Liberdade do Sri Lanka (SLFP) afirmou querer proteger o país para as futuras gerações.

Sirisena, ex-ministro no governo de Rajapaksa, disse durante sua campanha que caso seu antigo chefe vença ele ordenará a outro candidato do partido do ex-presidente formar o governo. Além disso, ele foi atingido pela polêmica de um assassinato nos últimos dias. No último dia 10, as autoridades exumaram o corpo de uma estrela de rugby local assassinada em 2012 em um crime pelo qual três membros da segurança de Rajapaksa, cujo segundo filho, Yoshitha, foi capitão do time nacional, são investigados.

Os órgãos eleitorais finalizavam os preparativos para o pleito hoje.

“Os preparativos estão progredindo, entre eles o transporte das urnas e das cédulas”, disse à Agência Efe o comissário adjunto das eleições, R. Ratnayake.

A campanha terminou na sexta-feira à noite. Ao todo, foram registradas três mortes em um comício e 808 pessoas detidas desde 26 de junho, 22 deles nas últimas 24 horas. Para amanhã, 75 mil policiais serão mobilizados para garantir a segurança. EFE