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Brasil

STF homologa delação de Ronnie Lessa no caso Marielle Franco, diz Lewandowski

Homologação foi encaminhada para o Superior Tribunal Federal, por entendimento de que a Corte seria o foro adequado, já que Lessa cita 'autoridade que não estava no exercício da função na época em que o crime foi cometido'

Felipe Cerqueira

Em um pronunciamento marcado para o início da noite desta terça-feira, 19, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou que a ministro Alexandre de Moraes homologou a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. Lewandowski disse que não teve acesso à delação e reiterou que o caso tramita em segredo de Justiça. “Essa colaboração premiada, que tramita em segredo de Justiça, este ministro não teve acesso a ela, como é evidente, mas nós sabemos que essa colaboração premiada traz elementos importantíssimos que nos levam a crer que brevemente teremos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco”, esclareceu Lewandowski. O ministro afirmou que o processo está nas “competentes” mãos de Alexandre de Moraes. “Que dará seguimento a esse processo, e certamente, muito em breve teremos os resultados daquilo que foi apurado.”

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A decisão de aceitar a delação do acusado Ronnie Lessa tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi encaminhada para o Superior Tribunal Federal, devido ao entendimento de que a Corte seria o foro adequado para apreciar o depoimento, já que Lessa cita ‘autoridade que não estava no exercício da função na época em que o crime foi cometido’, no caso ele teria citado o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE), Domingos Inácio Brazão, como o autor intelectual dos assassinatos. O ex-PM Ronnie Lessa foi preso em 2019 pela participação no crime. Lessa foi citado na delação do também ex-policial militar Élcio de Queiroz, que o apontou como o autor dos disparos. Lessa foi expulso da corporação e condenado, em 2021, a quatro anos e meio de prisão pela ocultação das armas que teriam sido usadas no crime. O assassinato da vereadora e de seu motorista completou seis anos na última semana.