Crise de hospedagem em Belém impacta COP30 e despeja inquilinos

Quem mora de aluguel está com dificuldades para encontrar novas residências

  • Por da Redação
  • 20/08/2025 11h31
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Fernando Frazão/Agência Brasil Propaganda da COP 30 no saguão de embarque do Aeroporto Internacional de Belém Além dos problemas enfrentados pelos inquilinos, a crise de hospedagem impacta diretamente a realização da COP30

A cidade de Belém enfrenta uma crise de hospedagem em decorrência da COP30, que resultou no despejo de inquilinos. Com a alta nos preços de hospedagem, muitos proprietários decidiram encerrar contratos de aluguel, aproveitando a situação para obter lucros. Essa mudança repentina deixou muitos moradores em dificuldades para encontrar novas residências, uma vez que a oferta de imóveis é limitada. Ana Carolina, uma professora que reside em Belém desde 2020, foi surpreendida com a notificação de despejo enquanto estava fora do país. Ela relatou que a busca por um novo apartamento se tornou um desafio, com valores exorbitantes sendo cobrados. Juliana Braga, publicitária, também passou pela mesma situação, recebendo um aviso inesperado de que seu contrato não seria renovado. As autoridades municipais e estaduais afirmam que não podem intervir, uma vez que os contratos de aluguel são acordos privados. O advogado Gabriel Barreto ressaltou que a Lei do Inquilinato protege os direitos dos inquilinos, e despejos arbitrários não são permitidos. Essa situação levanta questões sobre a proteção dos moradores em meio a uma crise que afeta a cidade. Além dos problemas enfrentados pelos inquilinos, a crise de hospedagem impacta diretamente a realização da COP30. Críticas têm surgido em relação à falta de opções de acomodação acessíveis para os participantes do evento. Embora o governo federal reconheça a gravidade da situação, ainda resiste a mudar a sede da conferência, que está marcada para Belém.

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Discussões internas estão em andamento sobre a possibilidade de transferir parte da programação da COP30 para outras cidades, como Rio de Janeiro ou Brasília. Essa medida visa contornar as dificuldades logísticas e de hospedagem que a cidade enfrenta. A situação gerou preocupações sobre a presença de delegações estrangeiras, com relatos de que muitos países podem enviar menos representantes devido aos altos custos. A pressão por soluções eficazes está aumentando, e o governo busca alternativas para garantir que a COP30 ocorra sem comprometer a logística e a participação dos delegados. A expectativa é que medidas sejam tomadas para mitigar os impactos da crise de hospedagem e assegurar que o evento seja um sucesso.

publicado por Patrícia Costa

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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