Taxistas de Assunção divulgarão campanha contra o turismo sexual infantil

  • Por Agencia EFE
  • 14/03/2015 16h13

Assunção, 14 mar (EFE).- O governo paraguaio apresentou neste sábado uma campanha contra o turismo sexual de menores, cuja divulgação será feita pelos taxistas de Assunção.

Os táxis carregarão mensagens para conscientizar as pessoas sobre o problema, além de mostrar um número de telefone para que as autoridades possam receber denúncias para os casos de exploração infantil.

“Não ao turismo sexual de menores” é o lema que figura nas capas dos assentos e nos adesivos dos carros. A mensagem foi distribuída para mais de mil veículos e os táxis foram escolhidos por terem um maior contato com os turistas.

Os primeiros itens da campanha foram entregues em pleno coração da cidade a um grupo de taxistas que assistiram palestras para se sensibilizarem sobre o tamanho do problema.

Responsável pela campanha, a secretária nacional de turismo, Marcela Bacigalupo, afirmou que até o momento não foram realizados estudos sobre a incidência do turismo sexual infantil no Paraguai.

“Não há ferramentas para estatísticas e por isso queremos contar com um sistema de denúncias através de uma linha que estará diretamente conectada com a procuradoria”, disse Bacigalupo.

Segundo ela, o objetivo é que o problema não encontre as portas abertas no Paraguai, por isso a campanha será transferida posteriormente às fronteiras com Argentina e Brasil, onde há uma população mais vulnerável à exploração sexual, disse Bacigalupo.

Ao apresentar oficialmente a campanha, a secretária classificou a iniciativa como uma “cruzada” que envolverá o governo, o Ministério Público, as associações turísticas e de taxistas da capital paraguaia.

“Com o envolvimento de todos os setores, começamos esta cruzada nacional para dizer não ao turismo sexual, cuidando do patrimônio mais valioso de nosso país, que são nossos meninos, nossas meninas e nossas mulheres”, afirmou.

Em outubro, as associações de turismo do Paraguai assinaram um compromisso com o Código Ético de Turismo, do qual um dos princípios é a proteção de crianças e adolescentes. EFE

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