Saiba o que é o spoofing e como se proteger contra ele

Técnica da qual Moro foi vítima é utilizada para aplicar golpes pelas redes sociais, como pelo Whatsapp

  • Por Jovem Pan
  • 24/07/2019 18h57
PixabayQuatro pessoas foram presas acusadas suspeitas de hackear o celular de Moro e mil outras pessoas

A Polícia Federal iniciou, nesta terça-feira (23), a Operação Spoofing, que prendeu no interior de São Paulo quatro suspeitos de hackear o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, além de outras mil autoridades e jornalistas. Mas afinal, o que é o spoofing?

Em resumo, esta é uma uma técnica usada por hackers para falsificar a identidade de alguém em meios digitais e distribuir vírus ou interceptar informações legítimas, como dados bancários e mensagens pessoais. Essa é a forma como muitos criminosos aplicam golpes pelas redes sociais e conseguem, com isso, uma quantia em dinheiro, como pelo Whatsapp.

Ou seja, o golpe do qual Moro foi vítima é aplicado diariamente com outros usuários no Brasil. Entenda e saiba como se proteger.

O que é o spoofing?

Segundo a PF, é um tipo de falsificação tecnológica que tenta enganar uma rede ou pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável. Por exemplo, é possível fazer o spoofing de um e-mail, parecendo vir de alguém que a pessoa confia como forma de fazê-la fornecer dados sigilosos. Outra forma é realizar o spoofing de IP e DNS para tentar fazer com que sua rede direcione você para sites fraudulentos que vão infectar seu computador.

Os tipos de spoofing mais relacionados com crimes virtuais costumam ser: de e-mail, de site, de Identificador de Chamada (Caller ID), de IP e de SMS.

Como evitar o spoofing?

  • Não responda a nenhum e-mail que solicite informações de contas ou login;
  • Confira o remetente de qualquer e-mail ou ligação suspeita;
  • Esteja atento a qualquer mudança na aparência ou no comportamento de sites confiáveis.

Como se proteger contra o spoofing?

Fique atento ao receber mensagens ou e-mails que solicitem informações sigilosas, especialmente se pedir nomes de usuários ou senhas. Sites legítimos, como de vendas, nunca pedem esses dados. No caso da mensagem vir de alguém que você conhece (como nos golpes aplicados no Whatsapp), suspeite se for algum pedido repentino de ajuda financeira. Tente ligar para a pessoa e confirmar a informação.

É possível ainda criar camadas de proteção com verificação em duas etapas para manter a segurança de aplicativos. Ao criar senhas extras para WhatsApp e Telegram, um eventual invasor não poderá acessar seu histórico de mensagens mesmo que consiga o código de confirmação enviado pela empresa via SMS ou ligação.

Alguns antivírus também oferecem opções que protegem as pessoas contra sites falsos e que podem identificar ou remover qualquer vírus que tente invadir a rede.