Tóquio pede a Pyongyang para continuar investigando sequestros de japoneses

  • Por Agencia EFE
  • 13/09/2015 04h59

Tóquio, 13 set (EFE).- O Japão pediu à Coreia do Norte para continuar investigando os sequestros de cidadãos japoneses que realizou há décadas, após receber um relatório preliminar de Pyongyang que não esclarece estes casos, segundo informou neste domingo o Executivo japonês.

Em julho de 2014, Pyongyang pactuou com Tóquio a reabertura de uma investigação sobre os sequestros em troca de que o Japão retirasse sanções unilaterais que mantinha desde 2006 em matéria de deslocamentos e de envio de remessas entre ambos os países.

Nas últimas reuniões secretas mantidas entre representantes dos dois países, a Coreia do Norte apresentou ao Japão os resultados de seu relatório preliminar, que de acordo com Tóquio é insuficiente ao não apresentar dados novos sobre os sequestros, segundo disseram fontes governamentais à agência japonesa “Kyodo”

O Comitê de Investigação Especial norte-coreano se comprometeu a entregar o relatório no outono passado, uma data que depois atrasou em várias ocasiões até apresentar suas conclusões ao Executivo japonês no início de setembro.

Tóquio decidiu conceder mais tempo ainda ao Comitê para que busque informação adicional, mas também ameaçou aumentar a pressão sobre Pyongyang e inclusive voltar a impor sanções unilaterais.

Além disso, Tóquio mantém sua intenção de enviar uma delegação à Coreia do Norte para obter dados por sua conta.

O Japão diz que entre 1977 e 1983 pelo menos 17 japoneses foram sequestrados por Coreia do Norte para subtrair suas identidades ou para que dessem aulas de cultura e idioma em seus programas de adestramento de espiões.

Em 2002 Pyongyang reconheceu vários dos sequestros e devolveu cinco pessoas ao Japão, embora tenha afirmado que os 12 restantes ou morreram ou nunca pisaram em solo norte-coreano, um relato cheio de inconsistências do qual o Executivo japonês desconfia.

A resolução destes sequestros representa o principal empecilho para que Tóquio e Pyongyang, que não mantêm relações diplomáticas, possam normalizar suas relações. EFE