Tribunal condena 24 islamitas à forca e prisão perpétua por morte de policial
Cairo, 7 set (EFE).- Um tribunal do Egito condenou nesta segunda-feira 24 membros do grupo islamita Irmandade Muçulmana a penas de morte e prisão perpétua por assassinarem um policial e atacarem agentes de segurança, informou a agência egípcia de notícias “Mena”.
Conforme a decisão do Tribunal Penal de Al Mansura, cidade ao norte do Cairo, nove dos réus morrerão na forca. Outros 14 receberam penas de prisão perpétua à revelia e o último deles permanecerá detido por 10 anos.
Eles foram considerados culpados por terem formado um grupo terrorista e realizado ataques contra militares e agentes de segurança. Em fevereiro de 2014, mataram um policial na província de Daqahliya, cuja capital é Al Mansura.
Dez deles foram detidos em um apartamento dessa mesma cidade. No local, a polícia apreendeu materiais usados na fabricação de explosivos, armas e mapas de instalações vitais.
Na última quinta-feira, uma corte da província de Sohag condenou 119 membros e seguidores da Irmandade Muçulmana a penas entre 10 anos e a prisão perpétua, por incendiarem uma igreja e um arcebispado no sul do país.
Esses crimes foram cometidos após o desmantelamento dos acampamentos islamitas durante uma ação policial em praças do Cairo, em agosto de 2013. Eles pediam a restituição como presidente do também islamita Mohammed Mursi, deposto pelo Exército um mês antes.
Desde o golpe de Estado do dia 3 de julho de 2013, as autoridades egípcias perseguiram os simpatizantes, integrantes e líderes da Irmandade Muçulmana.
Centenas de pessoas foram condenadas a penas de morte no último ano no Egito em julgamentos que as organizações de defesa dos direitos humanos criticaram por considerarem que não foram respeitadas as garantias processuais ou que as penas foram muito severas.
O próprio Mursi foi condenado a morte por fugir da prisão durante a revolução de 2011, que derrubou o então presidente, Hosni Mubarak. EFE
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