Triplo atentado suicida e bombardeios em Al-Anbar deixam 52 pessoas mortas

  • Por Agencia EFE
  • 17/08/2015 12h21

Bagdá, 17 ago (EFE).- Pelo menos 52 pessoas morreram e 54 ficaram feridas nesta segunda-feira em um triplo atentado suicida e em vários ataques das aviações iraquiana e internacional na província de Al-Anbar, a oeste de Bagdá, informaram à Agência Efe fontes de segurança.

De acordo com as informações, do total de vítimas, 12 são civis, 30 membros das forças de segurança e dez combatentes jihadistas. Pelo menos 25 membros do exército iraquiano e de milícias governamentais faleceram e 33 ficaram feridos em três ataques suicidas com carros-bomba contra uma concentração destas forças nas regiões de Al Karabash, Al-Maamel e Al Bauiza, perto da cidade de Ramadi, a capital de Al-Anbar.

Outros dois soldados morreram e cinco ficaram feridos em um bombardeio com mísseis de morteiro dirigido ao quartel general do exército iraquiano em Al Falaha, no oeste da cidade de Faluja. Além disso, três militares morreram e dois ficaram feridos quando uma bomba explodiu ao lado do veículo em que estavam na região de Al Husua, a leste de Faluja.

A fonte especificou também que dez membros do Estado Islâmico (EI) morreram em um ataque da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra um comboio dos terroristas, perto da cidade de Haditha, a 180 quilômetros ao oeste de Ramadi. Ela também informou que pelo menos oito civis faleceram e 11 ficaram feridos como consequência de um bombardeio da aviação iraquiana em Al Bubali, ao nordeste de Ramadi.

Outro ataque aéreo dos aviões governamentais provocou a morte de quatro pessoas de uma mesma família e três feridos, na região de Rutba, ao oeste de Ramadi.

Desde junho de 2014, o Iraque enfrenta uma sangrenta guerra contra o EI, que conquistou amplas zonas de seu território e proclamou um califado neste país e na vizinha Síria. Os esforços das autoridades se centram atualmente em recuperar o controle de Ramadi e da província de Al-Anbar, as maiores regiões do Iraque, invadidas pelos jihadistas em maio. EFE