Ucrânia autoriza militares na Crimeia a utilizarem suas armas

  • Por EFE
  • 18/03/2014 16h21

O primeiro-ministro ucranianoPrimeiro-ministro ucraniano autoriza uso de armas

Moscou, 18 mar (EFE).- O Ministério da Defesa da Ucrânia, por meio de um comunicado, autorizou nesta terça-feira os militares desdobrados na região autônoma da Crimeia, anexada horas antes à Rússia mediante um tratado assinado no Kremlin, a utilizarem suas armas.

“De acordo com uma decisão do comandante-em-chefe Supremo das Forças Armadas da Ucrânia e do ministro de Defesa, e com base na ordem do chefe do Estado-Maior, autoriza-se o uso de armas aos destacamentos das Forças Armadas da Ucrânia na Crimeia”, assinala o departamento em comunicado.

A decisão foi tomada depois da morte do suboficial ucraniano S. Kakurin durante o assalto de tropas supostamente russas a uma unidade militar de cartografia em Simferopol, capital da autonomia ucraniana declarada hoje pelo Kremlin parte da Rússia. O Ministério da Defesa explica que o soldado morreu com um tiro no coração. Outros dois militares ucranianos ficaram feridos no ataque.

“Os agressores usavam uniformes das Forças Armadas da Federação Russa sem distintivos e armados com fuzis de assalto e uma espingarda de franco-atirador”, acrescenta a nota.

O comandante da unidade, coronel Andrei Andryushin, teria sido retido pelos assaltantes, segundo as autoridades ucranianas.

De acordo com o porta-voz do Ministério do Interior ucraniano na Crimeia, Vladislav Seleznyov, “todos os militares (da base) foram detidos e lhes tiraram os documentos e o dinheiro”.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Axionov; o chefe do parlamento, Vladimir Konstantinov; e o chefe da cidade de Sebastopol, Alexei Chali, que se integrará à Rússia como cidade federada, assinaram o acordo de anexação no Kremlin.

Para a Rússia, após a assinatura do termo, tanto a Crimeia quanto Sebastopol, onde tem sua base a Frota do Mar Negro, se transformaram automaticamente em sujeitos da Federação Russa. A Crimeia tem cerca de dois milhões de habitantes, dos quais cerca de 60% são russo, 24% ucraniano e 12% tártaro. EFE