UE condena assassinato de refém britânico pelo EI

  • Por Agencia EFE
  • 14/09/2014 12h59

Bruxelas, 14 set (EFE).- A União Europeia (UE) condenou neste domingo a decapitação pelo Estado Islâmico (EI) do voluntário britânico David Haines e reiterou seu compromisso na luta contra o terrorismo.

“O horrível assassinato do voluntário de ajuda humanitária David Haines é outra amostra da determinação do EI de seguir e estender sua estratégia de terror, em violação de todos os valores e direitos reconhecidos com caráter universal”, diz um comunicado do Serviço Europeu de Ação Exterior.

“Enviamos nossas sinceras condolências à família, amigos e colegas de Haines, que dedicou sua vida a ajudar as pessoas necessitadas na Síria e em muitos outros lugares”, acrescenta a nota.

A UE condena “este assassinato atroz, assim como outros atos terroristas pelos quais os grupos filiados da Al Qaeda no Iraque e Síria reivindicaram toda a responsabilidade”.

A nota acrescenta que “a UE está mais comprometida do que nunca em respaldar os esforços internacionais para combater todos os grupos terroristas que põem em perigo a estabilidade regional e global”.

“Junto com seus parceiros internacionais e regionais, a União não poupará esforços para assegurar que será colocado um fim a esta campanha terrorista atroz e que todos os responsáveis paguem por isso”, indica.

Por sua vez, a comissária europeia responsável de Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, se declarou “comovida” pelo assassinato e condenou os fatos.

“David era um trabalhador humanitário cuja única motivação e missão era facilitar assistência aos civis afetados pelo conflito na Síria. Sua missão era pacífica, como a de muitas organizações humanitárias cujo único combate é promover a humanidade e a solidariedade e facilitar assistência”, disse em comunicado.

“O Direito Internacional humanitário deve ser respeitado por todo o mundo. Todas as partes em conflito devem garantir a segurança e proteção dos trabalhadores humanitários”, acrescenta.

Haines é o terceiro refém de um país ocidental cujo assassinato é mostrado em um vídeo por este grupo jihadista em um mês. EFE