Um ano após viaduto ceder em São Paulo, prefeitura realiza 7 obras emergenciais

Viaduto da Marginal Pinheiros cedeu cerca de dois metros em 15 de novembro do ano passado

  • Por Nicole Fusco
  • 13/11/2019 11h39
Jovem Pan/Nicole FuscoPrefeitura de São Paulo realiza coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13) para divulgar balanço de manutenção de pontes e viadutos

Desde que o viaduto da Marginal Pinheiros desabou, em novembro do ano passado, a prefeitura de São Paulo realizou sete obras emergenciais em pontes e viadutos da cidade. O trecho da estrutura, que fica próxima ao Parque Villa Lobos, na Oeste da capital paulista, cedeu cerca de dois metros na madrugada de 15 de novembro de 2018.

Foram concluídas obras estruturais em sete unidades estruturais, ou seja, trechos. São eles: pontes da Casa Verde, Freguesia do Ó, Dutra, Ponte do Limão, Pontilhão Itaim e o viaduto da Marginal Pinheiros.

Outras cinco obras, em oito trechos, estão em andamento: ponte do Jaguaré, viaduto Miguel Morrafej, viaduto Alcântara Machado e pontilhão Córrego Três Pontes. Elas serão concluídas, respectivamente, em dezembro, janeiro, março e abril de 2020.

Além disso, dois editais de licitação foram lançados para a contratação de 37 laudos periciais. De acordo com a administração municipal, um terceiro lote com mais dezoito laudos vai sair na próxima semana e as licitações para os 71 trechos restantes estarão publicadas até 21 de dezembro.

Até o dia 31 de outubro, tinham sido investidos R$ 38 milhões. Boa parte, cerca de R$ 15 milhões, foram os custos de reparo do viaduto da Marginal Pinheiros, segundo o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Vitor Aly. A projeção é que sejam gastos R$ 64 milhões até o final das obras.

O desabamento

O viaduto da Marginal Pinheiros, próximo ao Parque Villa Lobos, na Zona Oeste de São Paulo, desabou na madrugada do feriado de 15 de novembro do ano passado. A estrutura cedeu cerca de 2 metros. Cinco veículos que passavam sobre o viaduto ficaram danificados e uma pessoa ficou levemente ferida. O viaduto foi reaberto quatro meses depois, em março deste ano.

Depois do incidente, uma série de interdições e ações foram adotadas com relação às pontes e viadutos de São Paulo. Em janeiro, a prefeitura interditou a ponte que dá acesso à Rodovia Presidente Dutra pela pista expressa da Marginal Tietê porque a estrutura apresentou rachaduras.

No mês seguinte, a administração municipal divulgou uma lista com dezesseis pontes e viadutos que precisavam de uma perícia completa e emergencial para identificar o risco de colapso. A lista foi concluída após a vistoria de 33 estruturas na cidade.

No mesmo mês, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entrou na Justiça com uma ação civil pública de improbidade administrativa contra o prefeito Bruno Covas por falta de manutenção em pontes e viadutos. Também foram citados na ação o secretário de Obras, Victor Aly, o então secretário das Subprefeituras Marcos Penido, o superintende do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) Raphael Campos Júnior, e a empresa de engenharia JZ.