Unasul propõe “rede mundial de solidariedade” para refugiados

  • Por Agencia EFE
  • 18/05/2015 22h03

Quito, 18 mai (EFE).- A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) propôs nesta segunda-feira a criação de uma “rede mundial de solidariedade” em favor dos imigrantes ilegais de Bangladesh e Mianmar, assim como dos refugiados da Síria e Somália.

“A condição dos migrantes rohingyas provenientes de Mianmar e Bangladesh, abandonados à própria sorte no meio do mar sem poder desembarcar em um porto de algum país que os receba, somada a dos refugiados da Síria e Somália, constitui um autêntico genocídio passivo por parte de um mundo a cada dia mais insensível ao sofrimento do gênero humano”, declarou a Unasul em comunicado.

Diante desse cenário, a União Sul-Americana “propõe uma rede mundial de solidariedade, agenciada pela Cruz Vermelha Internacional” para a coleta de contribuições em favor dos emigrantes.

Essa rede buscaria que “todos os países do mundo se comprometam a fazer contribuições para que os países de origem, quando existam condições de permanência ou de destino de todos os migrantes forçados, possam assumir suas responsabilidades humanitárias”.

Além disso, “se abririam espaços econômicos e sociais para que estes milhões de cidadãos à deriva possam encontrar um lugar seguro no qual estabelecer-se”, acrescentou a Unasul em sua proposta, sem dar mais detalhes.

Os rohingyas são uma minoria muçulmana considerados estrangeiros em Bangladesh e Mianmar que, além disso, sofrem perseguição no estado birmanês de Rakhine, no oeste do país.

Desde que a Tailândia iniciou em maio uma operação contra os grupos de traficantes de pessoas, 2.500 bengaleses e rohingyas chegaram a Indonésia e Malásia.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 25.000 pessoas zarparam em embarcações de Bangladesh e Mianmar durante o primeiro trimestre de 2015, o dobro do número registrado no mesmo período de 2014.

Por outro lado, a guerra na Síria causou nos últimos cinco anos a morte de mais de 220.000 pessoas e o êxodo de mais de 11,5 milhões, das quais quatro milhões se transformaram em refugiados nos países vizinhos.

Além disso, recentemente a ONU alertou para a difícil situação humanitária na Somália e pediu à comunidade internacional mais fundos para não jogar por terra os avanços conseguidos nesse país, imerso desde 1991 em um estado de guerra e caos. EFE