Unicef adverte sobre risco de propagação do ebola na Guiné-Bissau

  • Por Agencia EFE
  • 08/08/2014 11h22

Bissau, 8 ago (EFE).- O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na Guiné-Bissau, Abubacar Sultan, advertiu nesta sexta-feira sobre o risco de propagação do ebola no país, principalmente pela proximidade com a vizinha Guiné, onde surgiu o atual surto.

“Faço uma chamada a cada um dos senhores para tomar as medidas necessárias a fim de evitar e prevenir a propagação da doença”, pediu o representante do Unicef em Bissau, onde acompanhava a inauguração de um curso sobre tráfico de seres humanos destinado às forças de segurança.

Sultan lembrou que o ebola foi já diagnosticado em dois países fronteiriços com Guiné, Libéria e Serra Leoa. Neste aspecto, o governo da Guiné-Bissau elaborou um plano de emergência contra o vírus, o qual teria um custo de 600 mil euros.

Segundo o diretor-geral de Prevenção e Promoção da Saúde Pública da ex-colônia portuguesa, Nicholas Almeida, esse plano de emergência foi elaborado por organismos das Nações Unidas, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef, junto aos serviços de proteção civil da Guiné-Bissau.

“O plano de emergência já está parcialmente executado, já que a OMS forneceu à Guiné-Bissau alguns equipamentos de proteção que foram postos à disposição dos centros de saúde de Gabu, Quínara e Tombali, localidades fronteiriças com Guiné”, declarou Almeida.

O diretor-geral assegurou que as autoridades sanitárias reforçaram as medidas de vigilância na fronteira com Guiné para impedir a chegada de pessoas contagiadas pelo ebola.

Além disso, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de sensibilização da população, mediante programas divulgados nas emissoras de rádio, a distribuição de cartazes e informes sobre o modo de transmissão do vírus.

A epidemia de ebola na África Ocidental causou pelo menos 932 mortes desde o dia 22 de março, quando o surto foi confirmado em Guiné, segundo a última apuração da OMS.

O ebola, que é transmitido através do contato direto com o sangue ou fluidos corporais de pessoas e animais infectados, causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%. EFE