Uruguai recebe propostas internacionais para comprar maconha medicinal

  • Por Agencia EFE
  • 06/01/2014 13h19

Montevidéu, 6 jan (EFE).- O Uruguai recebeu várias propostas internacionais, tanto de Governos como de empresas e organizações sociais para a venda maconha com fins medicinais ou de pesquisa, confirmaram fontes oficias.

Segundo informa nesta segunda-feira o jornal “El Observador”, desde Canadá, Israel e Chile chegaram pedidos ao Uruguai para comprar esta droga depois que em 10 de dezembro foi aprovada no pequeno país sul-americano uma lei que habilita a compra e venda e o cultivo de maconha.

A ideia destas empresas é comprar a maconha uruguaia para poder trasladá-la a seus países e investigá-la ela.

O presidente da Junta Nacional de Drogas uruguaia, Diego Cánepa, reconheceu este interesse do exterior pela maconha uruguaia, assim como o de várias empresas por se instalar no país para produzir e investigar, sobretudo por temas farmacêuticos, esta planta.

“É verdade que nos consultaram para se instalar no Uruguai, o que implica em um grande desafio. É muito importante por tudo o que significa. Apesar de não ser um objetivo da lei, o Uruguai se transforma em um polo de biotecnologia. É uma área de enorme competência mas que está em pleno desenvolvimento”, disse Cánepa.

Para Cánepa, com estas iniciativas é aberta uma porta não só para a produção de remédios, mas para o desenvolvimento de centros de pesquisa.

“Até há um tempo só se pensava em maconha medicinal como analgésico, mas agora estudos mostram que alguns derivados podem ser remédios”, assegurou.

A legislação uruguaia, que entrou em vigor no final do ano passado, ainda não conta com a regulamentação necessária para iniciar suas previsões, que entre outras coisas pretendm criar um Instituto Regulador do Cannabis que será encarregado de dar licenças para a produção comercial assim como de regularizar a venda no varejo da substância.

Por enquanto, e pelo menos até que o Governo aprove o regulamento da norma, não existe no Uruguai nenhuma plantação de maconha industrial amparada pela lei nem se pode adquirir a droga em nenhum estabelecimento. EFE