Venda de cosméticos cresce 10% mesmo com crise

  • Por Jovem Pan
  • 15/05/2015 12h27
Divulgação Batom

Em tempos de crise, o mercado de cosméticos continua crescendo a cada mês. Em março, segundo o IBGE, a alta foi de 10% no grupo que também inclui artigos farmacêuticos e ortopédicos.

Os números impressionam. No ano passado, com o PIB próximo a zero, o setor faturou 42% a mais do que em 2010 quando a economia brasileira cresceu 7,5%.

Para o assessor econômico da Fecomercio, Vitor França, o brasileiro, em momentos como esse, troca a compra de bens duráveis por artigos mais em conta. “Com os juros mais altos o consumidor adia a troca do carro, mas não abre mão dos medicamentosa e dos produtos de limpeza como um todo”, explica.

O fenômeno não ocorre apenas no Brasil. Nos Estados Unidos, o presidente de uma tradicional marca de cosméticos apelidou a tendência de Índice Batom. Em 2001, quando o país tentava assimilar os ataques de 11 de setembro, o número de vendas de cosméticos aumentou drasticamente. Outra explicação dada por economistas é que os produtos de beleza melhoram a autoestima das pessoas que estão em busca de empregos em tempos de recessão. Mesmo assim, o mercado que ignorou a crise até agora deve sofrer em 2015.

O governo mudou neste mês a tributação sobre os cosméticos, levando a uma alta de 12% nos preços. É o que o setor temia: o fim do índice batom.

As informações são do repórter Jovem Pan Victor LaRegina.