Venda de hospital e redução de um quarto nos gastos estão entre medidas para recuperar Santa Casa

  • Por Jovem Pan
  • 26/12/2014 13h09
SÃO PAULO,SP,24.07.2014:PS-REABERTURA - Movimentação no Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo na manhã desta quinta-feira (24), após reabrir os atendimentos de urgência e emergência. (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress)Movimentação no Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Reestruturação da Santa Casa de São Paulo prevê venda de hospital e redução de 25% nos gastos mensais.

A nova superintendência avalia que, dentro de 2 anos, a instituição poderá ser autossustentável, com repasses do SUS, Estado e atendimento privado.

Após afastamento do provedor, o governador paulista liberou R$ 3 milhões para remédios e insumos que garantem o funcionamento da Santa Casa.

Em entrevista a Marcelo Mattos, Geraldo Alckmin avalia que a gestão da unidade precisa ser mudada radicalmente, incluindo a venda de patrimônio.

(Ouça detalhes das entrevistas no áudio acima)

A Santa Casa de São Paulo acumula dívida de R$ 820 milhões, sendo R$ 50 milhões das Organizações Sociais, que foram assumidas pelo estado.

O secretário estadual da Saúde defende a venda do Hospital Santa Isabel, mantido pela entidade, mas que registra prejuízo.

David Uip também ressalta que o gasto mensal de R$ 30 milhões, 10% dos quais repassados pelo estado, precisa baixar para R$ 22 milhões.

Ele adverte que as auditorias realizadas apontaram sérios problemas de gestão, mas evita falar em desvios de recursos das contas da Santa Casa.

O antigo provedor, o advogado Kalil Rocha Abdalla, que pediu afastamento, será substituído por Rui Althenfelder.

Kalil garante que pediu licença para dar transparência à sindicância aberta para apurar irregularidades na gestão da Santa Casa.

Para pagar salários e fornecedores, a instituição utilizou um imóvel na avenida Paulista como garantia para um empréstimo de 44 milhões de reais com a Caixa.

O novo superintendente, Irineu Massaia, explica que espera o retorno dos atendimentos não emergenciais a partir do início de 2015.

As auditorias apontaram compras de materiais superfaturados, o pagamento de super salários e suspeitas de fraudes em contratações de serviços.

Nos próximos dias, a direção da Santa Casa de São Paulo pretende reunir estado, prefeitura e governo federal para discutir plano de reestruturação.