Vendas no varejo no 1° semestre tem pior desempenho desde 2003

  • Por Agencia EFE
  • 12/08/2015 15h18
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Rio de Janeiro, 12 ago (EFE).- As vendas dos comerciantes no varejo reduziram 2,2% em volume no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2014, a pior queda desde 2003, informou nesta quarta-feira o governo.

O resultado pôs fim a uma sequência de 11 anos de crescimento das vendas no Brasil no período, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

As vendas em junho diminuíram 0,4% com relação a maio, o que representa sua quinta queda consecutiva, e 2,7% em comparação com o mesmo mês de 2014, de acordo com o organismo.

No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas caíram 0,8%, resultado afetado pelos dados negativos registrados nos segmentos dos móveis e eletrodomésticos (-11,3%), e alimentos, bebidas e supermercados (-1,8%).

O mau desempenho do setor comércio neste ano foi atribuído pelos analistas ao menor ritmo de crescimento do crédito, que segundo o Banco Central passou de ser de 11,8% em junho de 2014 a 4,9% no mesmo mês deste ano, assim como pela queda da renda sofrida pelos trabalhadores do gigante sul-americano nos últimos tempos.

O consumo também se reduziu devido ao aumento da inflação, que nos últimos 12 meses acumulou sua maior alta em 13 anos e pode terminar 2015, segundo as últimas projeções, em 9,32%, mais do que o dobro da meta imposta pelo governo (4,50%).

No indicador das vendas ampliadas, que inclui o setor do motor e o dos materiais de construção, o volume de vendas diminuiu 6,4% durante o primeiro semestre do ano e 4,8% ao longo dos últimos 12 meses.

Das dez atividades analisadas, sete registraram um diminuição do volume de vendas entre maio e junho.

Os setores que mais tiveram quedas em vendas em junho com relação ao mês imediatamente anterior foram os de veículos (-2,8%), materiais para escritório, informática e comunicação (-1,5%), móveis e eletrodomésticos (-1,2%), e combustíveis e lubrificantes (-0,6%).

Na mesma comparação, “o segmento de maior importância na estrutura do comércio no varejo, o dos alimentos, bebidas e supermercados (0%), permaneceu estável”, disse o organismo em seu relatório. EFE

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