Volume de serviços cai 2,4% entre setembro e outubro, diz IBGE

  • Por Agência Brasil com Jovem Pan
  • 14/12/2016 10h14
Correio sedex - ABR

O volume de serviços no País teve uma queda de 2,4% na passagem de setembro para outubro deste ano. Esta é a terceira redução consecutiva do indicador neste tipo de comparação, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor de serviços já havia recuado 0,3% em setembro e 1,6% em agosto.

Na comparação com outubro de 2015, a queda do volume de serviços chega a 7,6%, o maior recuo mensal da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. O setor de serviços também acumula quedas de 5% no ano e de 5,1% no período de 12 meses.

A queda de 2,4% na passagem de setembro para outubro de 2016 foi acompanhada por cinco dos seis setores dos serviços pesquisados pelo IBGE, com destaque para os transportes, serviços auxiliares de transportes e correios, que caíram 7%.

Outros setores em queda foram os serviços de informação e comunicação (-3,1%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%), atividades turísticas (-1,3%) e outros serviços (-0,5%).

Apenas os serviços prestados a famílias tiveram alta, ainda que pequena (0,1%), devido ao comportamento dos subsetores de alojamento e alimentação, que tiveram um crescimento de 0,5%.

Em relação à receita nominal, o setor de serviços apresentou quedas de 1,3% na comparação com setembro deste ano e de 3,1% na comparação com outubro de 2015. Nos acumulados do ano e de 12 meses, os serviços apresentam estabilidade.

Serviços e inflação

Na última sexta-feira (9) o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, citou o setor de serviços ao comentar sobre a inflação e a taxa de juros.

O presidente do BC afirmou que, “recentemente, a inflação corrente tem surpreendido favoravelmente, com movimento mais disseminado do que apenas a reversão de preços de alimentos”. O comentário reforça uma fala recente do próprio Goldfajn, que destacou o fato de a desaceleração de preços ser percebida em vários produtos, como atestam os índices de difusão.

“É verdade que há sinais de uma pausa na desinflação de alguns componentes do IPCA mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária”, ponderou Goldfajn, em referência aos preços de serviços. “Todavia, surpresas positivas na inflação e a fraqueza na atividade tornam mais provável a retomada do processo de desinflação desses componentes”.