Abaixo o sigilo do BNDES – empréstimos a outros países serão revelados e presidente fica próximo do nocaute

  • Por Rachel Sheherazade/ JP
  • 30/04/2015 10h28
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Divulgação Prédio do BNDES

A cambaleante presidente Dilma sofreu, ontem, mais uma derrota política. Desde o início de seu segundo mandato, tem sido um golpe após o outro. Da oposição? Que nada! As maiores derrotas da mandatária foram protagonizadas pelo seu principal aliado, o PMDB, tanto no Senado quanto na Câmara. E eu me pergunto: como ela consegue ficar de pé no ringue? Resiliência? Teimosia? Fato é que a presidente está a um passo do nocaute.

Para desespero do PT, o Senado de Renan Calheiros aprovou proposta que derruba o sigilo nas operações de empréstimos através do BNDES – o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ou seja, o Governo terá que abrir a caixa preta do BNDES. Na prática, a proposta derruba uma medida provisória do Governo que camufla os empréstimos e impede a transparência nos contratos entre o Brasil e países beneficiários, alguns deles a fundo perdido, ou seja, sem expectativa de retorno do dinheiro para os nossos cofres.

E quem são esses países? A Cuba comunista dos irmãos Castro, que ganhou o Porto de Mariel e aeroportos bancados pelo dinheiro do tesouro nacional; a bolivariana Venezuela, o Panamá, Equador, Peru, além dos africanos Angola e Moçambique, entre outros.

Com dinheiro do Tesouro Nacional brasileiro, estão sendo construídas rodovias, hidrelétricas, aeroportos, metrô, BRT, ponte, barragem, aqueduto… tudo fora do país.

É como se sobrasse dinheiro para as “nações amigas” e faltasse verba para obras essenciais no próprio Brasil um país com gravíssimos problemas de infra-estrutura.
Todas esses empréstimos que envolvem bilhões, foram celebrados ao arrepio da lei, sob o manto do sigilo, sem a apreciação ou aprovação do Congresso Nacional, como dita a legislação.

O cidadão brasileiro não sabe quais critérios para escolha dos países beneficiados, não tem ideia dos juros corados, as condições de financiamento o prazo que os beneficiários do empréstimo terão para pagar o que receberam, se é que vão pagar alguma coisa, e quais as prováveis multas e punições para os países que não quitarem suas dívidas.

Os empréstimos sigilosos são um acinte à Constituição brasileira e ao princípio da transparência pública.

Essa caixa preta, que deve esconder segredos escabrosos do PT, ainda mais graves que o escândalo do Petrolão, precisa ser aberta.

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