A agonia cristã no Oriente Médio

  • Por Jovem Pan
  • 10/04/2017 11h20
Tanta (Egypt), 09/04/2017.- Security personnel carries a palm leaf at the scene of a bomb explosion inside Mar Girgis church in Tanta, 90km north of Cairo, Egypt, 09 April 2017. According to the Egyptian Health Ministry, at least 28 were killed and 71 injured in a bomb explosion at Mar Girgis Coptic church in the central delta city of Tanta during the Palm Sunday mass. (Egipto) EFE/EPA/KHALED ELFIQI ATTENTION EDITORS: PICTURE CONTAINS GRAPHIC CONTENTCruz copta respingada de sangue após atentado em Tanta

Comunidade cristã no Egito é uma das mais velhas do mundo. Ela estava antes dos muçulmanos. São Marcos levou o evangelho para o Egito logo no início da era cristã.

E, como em outros países do mundo árabe, a minoria cristã nos países árabes sempre foi protegida por ditadores, como o Sisi no Egito. Esses ataques mostram, no entanto, que os cristãos continuam vulneráveis e o recado do Estado Islâmico é o seguinte: nem um ditador, como Sisi, consegue protegê-los.

A agonia cristã no Oriente Médio é um fato sabido, acontece em vários países e não há uma luz no fim do túnel.

Por incrível que pareça, ditadores como Abdul Fatah Khalil Al-Sisi radicalizam ainda mais ativistas islâmicos, que realizam esses ataques suicidas contra cristãos coptas.

No final do mês, está programada uma viagem do papa Francisco ao Egito e a ideia era trazer um discurso de reconciliação entre cristãos e muçulmanos, o que o terror islâmico faz tudo para impedir.

O que o terror islâmico quer é um choque de civilizações, um choque de religiões. Infelizmente as minorias cristãs no Oriente Médio estão entre as grandes vítimas dessa mensagem de ódio.